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Governo Milei restringe gratuidade na saúde pública para estrangeiros não residentes

A justificativa do governo argentino é combater o chamado "turismo de saúde", expressão usada para descrever a entrada de estrangeiros no país com o objetivo de utilizar serviços públicos de saúde

13 ago 2026 - 12h31
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O governo do presidente Javier Milei anunciou novas regras para o atendimento de estrangeiros não residentes na rede pública de saúde da Argentina. A partir da medida, pacientes que não comprovarem residência permanente no país precisarão apresentar seguro de saúde ou pagar antecipadamente pelo atendimento médico em casos que não sejam considerados emergenciais.

Argentina restringe gratuidade na saúde pública para estrangeiros não residentes
Argentina restringe gratuidade na saúde pública para estrangeiros não residentes
Foto: Getty Images / Perfil Brasil

A mudança regulamenta uma alteração na Lei de Migrações promovida por um decreto publicado em 2025. A justificativa do governo argentino é combater o chamado "turismo de saúde", expressão usada para descrever a entrada de estrangeiros no país com o objetivo de utilizar serviços públicos de saúde.

Emergências continuam gratuitas

A nova regra estabelece uma exceção para situações de emergência e risco à vida. Nesses casos, o atendimento deve ser realizado imediatamente, sem exigência de pagamento ou de procedimentos burocráticos prévios. Entre as situações classificadas como emergenciais estão infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), traumatismos graves, queimaduras extensas e emergências obstétricas, pediátricas e neonatais.

O porta-voz do governo, Adrián Ravier, afirmou que nenhum paciente em uma situação de emergência terá o atendimento atrasado por questões administrativas. "O atendimento de emergência não será cobrado nem deve ser atrasado por procedimentos burocráticos ou administrativos", declarou.

Já nos casos sem urgência, o estrangeiro que não comprovar residência permanente deverá apresentar um seguro de saúde ou arcar antecipadamente com o custo integral do serviço.

Governo Milei fala em combate ao 'turismo de saúde'

A medida faz parte de um conjunto mais amplo de mudanças nas regras migratórias implementadas pelo governo Milei. O decreto também endureceu os critérios para obtenção de residência e cidadania e estabeleceu mecanismos para acelerar a expulsão de estrangeiros condenados por crimes. Segundo Ravier, a cobrança busca impedir que pessoas viajem ao país especificamente para utilizar o sistema público de saúde. "São tours de saúde, em que há pessoas que vêm ao país, são atendidas em um hospital público e retornam ao seu lugar de origem", afirmou o porta-voz.

O governo, porém, não apresentou durante a coletiva números que indiquem quantos estrangeiros não residentes utilizam o sistema público argentino nessas condições.

Perfil Brasil
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