Gabriel Monteiro: assessor levou pílula do dia seguinte para menor
Depoimentos de pessoas envolvidas com o vereador revelam até piada sobre “creche” por causa da idade de supostas vítimas
Assessores e ex-funcionários do vereador Gabriel Monteiro (PL) prestaram depoimento à polícia no âmbito das investigações contra o parlamentar que apura o vazamento de um vídeo íntimo do parlamentar com uma adolescente de 15 anos.
O vereador foi alvo de uma operação policial, que também mirou o chefe de gabinete de Monteiro, Rick Dantas, além do assessor Robson Coutinho, o ex-funcionários Heitor Monteiro, Matheus Souza e Fábio Neder e o empresário Rafael Sorrilha.
Em um dos depoimentos prestados, Fábio Neder - um dos ex-funcionários de Gabriel Monteiro - disse que levou uma pílula do dia seguinte para a casa da menor que aparece no vídeo, alvo do inquérito. Segundo Neder, a adolescente costumava a frequentar a residência do vereador. Ela chegava a visitá-lo com roupas da escola e, por vezes, ficava estudando lá. Assim como Neder, demais funcionários de Monteiro sabiam que a jovem era menor. As informações são da TV Globo.
O assessor Robson Coutinho acrescentou que o vereador dizia que sua “novinha” estava esperando quando a adolescente lhe fazia visita, deixando claro a ciência sobre sua idade. O ex-funcionário Matheus Souza relatou também que Monteiro mantinha um cofre com HDs de gravações em vídeo.
Piada sobre creche
O suposto envolvimento do vereador com menores de idade foi citado em outro depoimento de um atual funcionários de Gabriel Monteiro. Também segundol a TV Globo, Vinícius Hayden, conhecido como Vinícius Ziza, costumava a fazer piadas sobre isso, chegando a dizer que “abriria uma creche” e relatando que depois dos 20 anos, as mulheres já eram “velhas” para ele.
Vinícius citou que festas com orgias eram organizadas na própria casa do vereador, com menores de idade marcando presença e uso de drogas. No depoimento, o funcionário afirmou ainda que flagrou meninas saindo chorando das festas, aparentemente após terem sido vítimas de abuso ou estupro.
O assessor informou também que a preocupação do vereador era fazer dinheiro com seus vídeos, e não a carreira política. Vinícius disse à polícia que Gabriel Monteiro chegava a ganhar R$ 300 mil por mês com visualizações de vídeos, ultrapassando – e muito – seu salário de R$ 14,3 mil como vereador.