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Futuro ministro do Meio Ambiente defende mais agilidade no licenciamento ambiental

Ricardo Salles negou que isso signifique afrouxar garantias para a preservação dos bens naturais

1 jan 2019
15h26
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O futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu maior agilidade e estabilidade na concessão de licenciamento ambiental, mas ponderou que "isso não significa afrouxar as garantias para o meio ambiente".

Salles conversou rapidamente com a imprensa ao chegar ao Palácio do Planalto, onde o presidente eleito, Jair Bolsonaro, receberá a faixa presidencial e assinará termo de posse de seus 22 ministros. Antes de se encaminhar ao Planalto, Bolsonaro será empossado como Presidente da República no Congresso Nacional.

Em entrevista ao Estado, no mês passado, o futuro presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, disse que o governo Bolsonaro estuda acelerar e simplificar o licenciamento ambiental a partir do ano que vem. Entre as mudanças, está previsto um licenciamento automático para o agronegócio.

Nesta terça, Salles também disse que a pasta possuirá várias prioridades, mas destacou como mais urgente "um choque de gestão ambiental". "Vamos colocar todo o ministério digital, na internet, para que todas as pessoas possam consultar", afirmou.

Ele disse que o trabalho já começa amanhã e destacou, ainda, o cuidado do meio ambiente em zona urbana. "Fala-se muito dos temas do meio ambiente no campo, mas precisamos focar nas cidades, poluição dos rios, poluição do ar, poluição do solo, enfim, as grandes cidades, regiões metropolitanas têm deixado a desejar no cuidado com o meio ambiente."

Em dezembro, Salles foi condenado em primeira instância por por improbidade administrativa, mas sua indicação foi mantida. Ainda cabe recurso contra a condenação. Ele é acusado pelo Ministério Público de fraudar processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, quando estava à frente da pasta do Meio Ambiente do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Estadão
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