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Foragido em Dubai: hacker do caso Banco Master é preso e deportado para o Brasil

Entenda os detalhes da prisão de Victor Sedlmaier, investigado por ataques cibernéticos em benefício de banqueiro preso, após cooperação internacional com a Interpol

16 mai 2026 - 19h57
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Um hacker, um dos principais alvos da 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes cibernéticos e fraudes financeiras, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O investigado acabou sendo deportado e desembarcou no final da tarde no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Federal. Segundo o portal g1, o homem estava foragido desde a última quinta-feira (14).

Victor Lima Sedlmaier é apontado pelas autoridades como integrante do grupo criminoso "Os Meninos"
Victor Lima Sedlmaier é apontado pelas autoridades como integrante do grupo criminoso "Os Meninos"
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Victor Lima Sedlmaier é apontado pelas autoridades como integrante do grupo criminoso "Os Meninos". De acordo com os relatórios da corporação, a quadrilha era especializada em invasões telemáticas, ataques cibernéticos, monitoramento digital ilegal e derrubada de perfis na internet. Os investigadores apontam que os suspeitos atuavam diretamente em benefício de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.

A captura do hacker suspeito ocorreu no aeroporto internacional de Dubai graças a uma articulação rápida via Interpol. O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, informou que os mecanismos de cooperação internacional foram acionados assim que o mandado de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) foi formalizado. O ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master no STF, havia decretado sete prisões preventivas na última quinta-feira, mas o hacker havia conseguido deixar o país antes de ser localizado em solo nacional.

A investigação aponta que o investigado trabalhava diretamente com David Henrique Alves, considerado o líder do núcleo de hackers, que continua foragido. O ministro André Mendonça destacou em sua decisão judicial que o suspeito teria agido para limpar o apartamento do chefe do grupo logo após a deflagração da 3ª fase da operação, em 5 de março, um dia após a prisão de Vorcaro. Para o magistrado, o ato revelou uma tentativa clara de supressão de elementos probatórios e desmobilização de interesse investigativo.

Outro fato agravante revelado pela polícia foi o encontro de um documento de identidade falso com a fotografia de Victor, mas em nome de um terceiro. O documento estava dentro de um carro abordado pela Polícia Rodoviária Federal que pertencia a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o "Sicário" de Vorcaro, que cometeu suicídio na prisão. A corporação afirma que o uso dessa identificação ideologicamente falsa reforça o contexto de suporte à atividade criminosa e ocultação de identidade durante a fuga.

A defesa do hacker suspeito, Victor Lima Sedlmaier, divulgou uma nota oficial contestando os termos da prisão. Os advogados repudiaram categoricamente a narrativa de que ele seria um foragido da Justiça e explicaram que o cliente viajou usando um passaporte emitido de forma regular pelas próprias autoridades brasileiras, sem nenhum impedimento legal ativo no momento do embarque. A equipe jurídica ressaltou que o investigado já vinha cooperando anteriormente com as autoridades, tendo inclusive prestado depoimentos e entregue computadores e celulares em março de 2026. A defesa criticou ainda a falta de acesso integral aos autos do processo e garantiu que todas as suspeitas serão devidamente esclarecidas no decorrer da ação penal.

Perfil Brasil
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