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Ex-CEO da Fórmula E culpa Toto Wolff pelas mudanças na Fórmula 1

23 mar 2026 - 21h54
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A temporada 2026 da Fórmula 1 trouxe um novo regulamento técnico, que dividiu opiniões dentro e fora do paddock. Para Alejandro Agag, cofundador e ex-CEO da Fórmula E, Toto Wolff foi um fator principal para a grande mudança da categoria.

Toto Wolff é acusado de ser responsável por mudanças da Fórmula 1
Toto Wolff é acusado de ser responsável por mudanças da Fórmula 1
Foto: Kym Illman/Getty Images / Perfil Brasil

Essa 'acusação', no entanto, não acontece sem fundamento. Segundo o empresário espanhol, Wolff, que é chefe de equipe da Mercedes, teria previsto a vantagem da equipe sobre os triviais devido ao conhecimento adquirido pela montadora alemã no período em que competiu na Fórmula E.

A era elétrica da Fórmula 1

O novo regulamento técnico da Fórmula 1 2026 traz alterações no chassi e na unidade de potência dos monopostos. Sendo que a principal transformação da era está na divisão de potência do motor híbrido, com a parte elétrica representando 50% da potêncial total.

As mudanças geraram críticas entre os competidores da categoria e Max Verstappen é o principal opositor do modelo atual de corrida. Durante a pré-temporada, o piloto chegou a dizer que os carros pareciam uma "Fórmula E com esteroides" e solicitou que a Fórmula 1 "abra mão das baterias" para se afastar do conceito elétrico.

Agag não vê a convergência como uma coincidência. O espanhol recordou da passagem da Mercedes pela Fórmula E entre 2019 e 2022, onde a equipe disputou com seu próprio motor e conquistou dois Mundiais de Equipes e Pilotos, com Nyck de Vries e Stoffel Vandoorne.

"Quando a Mercedes saiu daqui, foi porque queria levar o que existia na Fórmula E para a Fórmula 1", afirmou em entrevista ao jornal Marca. "A principal força por trás do que estamos vendo hoje na F1 é Mercedes e Toto Wolff. Esteve aqui, viu o que estava sendo feito e disse: 'Vou levar isso para, basicamente, combinar F1 e Fórmula E'."

O empresário também sugeriu que a entecipação na criação de motores elétricos pode ter dado vantagem à Mercedes no novo cenário da Fórmula 1, já que o tima possui conhecimento prévio na categoria elétrica.

"Como foi ideia dele, agora a Mercedes tem uma vantagem. Isso é claro na diferença para os outros", completou.

Enquanto o co-fundador reconhece a influência da Fórmula E na Fórmula 1 atual, ele também critica o caminho adotado pela categoria de elite do automobilismo e defendeu a necessidade de uma identidade mais clara entre as duas competições.

"Acredito que não é um bom caminho para a F1. A categoria deveria voltar a ter mais combustão, motores V8, mais som e deixar a Fórmula E como campeonato totalmente elétrico. Agora está no meio do caminho, não é uma coisa nem outra", concluiu.

Acompanhe a temporada 2026 

Após uma semana de descanso, a Fórmula 1 retorna para sua terceira etapa do ano: o GP do Japão, que acontece no Circuito de Suzuka. A competição em solo japonês começa nesta sexta-feira (27), enquanto o Grande Prêmio está marcado para domingo (29) às 02 horas da manhã no horário de Brasília.

Será possível acompanhar todas as sessões do fim de semana pela TV Globo ou o Sportv. Para os fãs de streaming, o Globoplay e o F1TV, canal oficial da categoria, também são ótimas opções.

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