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EUA impõem sanções a brasileiros supostamente ligados ao PCC

1 jul 2026 - 16h50
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Dois brasileiros e três empresas são alvo das primeiras medidas desde que facções foram classificadas como terroristas pelos EUA. Eles operariam rede de lavagem de dinheiro entre Flórida e São Paulo.O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos impôs sanções sobre dois cidadãos e três empresas do Brasil nesta quarta-feira (01/07), acusando-os de manter supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao anunciar a medida, o governo chamou a facção de "a maior do hemisfério ocidental", isto é, das Américas.

Os alvos das sanções são o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como sua parente e secretária. Ele é descrito por Washington como "elo-chave entre operadores do PCC sediados na Flórida e traficantes internacionais de drogas".

Em maio, o governo do republicano Donald Trump já classificara tanto o PCC quanto o Comando Vermelho (CV), ambas facções com tentáculos transacionais, como organizações terroristas. Com a mudança criticada pelo Brasil, abriu a porta para este tipo de sanções, que implicam no bloqueio de todos os bens das pessoas miradas que estejam nos EUA ou sob posse ou controle de pessoas do país.

Lavagem de dinheiro

Segundo Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, os EUA deram agora mais um passo "para abordar e reconhecer a crescente presença da geração de receita ilícita do Primeiro Comando da Capital dentro de nossas fronteiras."

"Shimada e sua organização lavaram mais de 30 milhões de dólares em recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil em nome do PCC," diz o comunicado do governo dos EUA.

A rede operada pelo brasileiro atuaria no estado da Flórida e em São Paulo. Em janeiro, os membros radicados no estado americano, onde o PCC concentraria sua atuação nos EUA, foram presos pelo FBI.

Fraude contra clube de futebol

As empresas alvo das sanções se chamam Victory Trading e Pixwave, ambas de serviços financeiros, Wave, uma construtora. Também foi bloqueada a empresa portuguesa Avenida Flutuantes, de transporte e armazenagem, que seria de propriedade de Shimada e parte da rede de lavagem de dinheiro.

O texto também cita que, no ano passado, Shimada foi colocado em prisão domiciliar no Brasil, depois que uma das suas empresas teria sido usada para "lavar dinheiro roubado de um clube de futebol para um esquema de fraude publicitária."

Oliveira, por sua vez, teria atuado "como intermediária para recolhimento de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos essenciais que apoiaram Shimada e sua rede em suas operações de lavagem".

Segundo o portal G1, Shimada é investigado no Brasil por suspeita de lavagem de dinheiro numa apuração sobre desvios de recursos de um contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet.

ht (Agência Brasil, ots)

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