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"Eu estou péssima", revela cantora após ter seu cabelo revistado em aeroporto

"Eu já tinha passado a mala do scanner, e eu mesma já tinha passado no scanner corporal. A mulher me diz 'tenho que olhar seu cabelo'. Eu olho pra ela aterrorizada com a violência desse ato", explicou Luciane em suas redes sociais

14 dez 2023 - 20h30
(atualizado às 22h03)
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A cantora negra Luciane Dom postou, em suas redes sociais que, ao embarcar em uma viagem no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, os agentes de segurança do local solicitaram a revista de seu cabelo, que tem o estilo "Back Power". A artista está no processo de divulgação de sua nova canção, "É Natal".

Luciane estava indo para São Paulo para divulgar sua nova música, "É Natal"
Luciane estava indo para São Paulo para divulgar sua nova música, "É Natal"
Foto: ( Divulgação / Perfil Brasil

"Chego no aeroporto Santos Dumont e sou parada por uma 'revista aleatória', minutos antes de embarcar", relata.

"Eu já tinha passado a mala do scanner, e eu mesma já tinha passado no scanner corporal. A mulher me diz 'tenho que olhar seu cabelo'. Eu olho pra ela aterrorizada com a violência desse ato. Ela chama o superior. Meu dia acabou", ainda completou a cantora.

Luciane recebeu apoio majoritário da internet, assim como relatos de outras pessoas que viveram situações semelhantes. Entretanto, comentários racistas também foram proferidos contra a cantora. Um internauta tentou explicar que algumas pessoas escondem drogas nos cabelos para passarem pela revista ilesas.

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Uma publicação compartilhada por Luciane Dom (@lucianedom)

"Infelizmente, casos como esses não são pontuais. Nosso corpo e nosso cabelo precisam ser respeitados", opinou a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. A parlamentar relembrou um caso parecido sofrido por sua irmã, Marielle, em 2017. "No aeroporto de bsb, meu corpo e até meu cabelo foi revistado [sic]. Sim, meu black incomoda, minha negritude incomoda!", publicou a vereadora, assassinada em 2018.

Luciane continuou explicando a situação: "Então, eu lá, sozinha naquele scanner, meus amigos do musical que faço parte já tinham entrado [no avião]… Abri os braços, o scanner corporal não tinha apitado, nada na minha mala, revistaram tudo. Mas essa questão do cabelo pega muito. [O cabelo] pega muito porque a gente está falando há tantos anos sobre ancestralidade, sobre estética, sobre beleza. A gente está em 2023 e ainda tem uma galera já do movimento negro há muitos anos falando sobre isso e a parada parece que não muda".

Em resposta, a Infraero esclareceu que Luciane foi selecionada para uma revista aleatória e que imagens das câmeras de segurança confirmaram que não houve nenhuma inspeção no cabelo.

"Importante ressaltar que a inspeção de segurança aleatória é independente de origem, raça, sexo, idade, profissão, cargo, orientação sexual, orientação religiosa ou qualquer outra característica do passageiro", diz a nota.

Perfil Brasil
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