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Estudo prevê que casos de câncer de fígado dobrarão no mundo em 25 anos

2 ago 2025 - 18h10
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Projeções internacionais indicam que o mundo deve registrar um salto expressivo nos diagnósticos de câncer de fígado nas próximas décadas. Segundo estudo publicado na revista The Lancet, na segunda-feira (28), os registros devem crescer de 870 mil em 2022 para 1,5 milhão até 2050.

Câncer de fígado deve atingir 1,5 milhão de casos até 2050
Câncer de fígado deve atingir 1,5 milhão de casos até 2050
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Mais de 60% desses casos estão associados a fatores que podem ser evitados. Entre os principais estão as hepatites virais — para as quais existe vacina —, o consumo excessivo de álcool e a doença hepática gordurosa, ligada a sobrepeso e sedentarismo.

Como conter o avanço das doenças no fígado?

O levantamento reúne dados de especialistas da China, Estados Unidos, França e Japão. Eles calculam que mudanças simples, como vacinação e hábitos saudáveis, poderiam evitar até 17 milhões de novos diagnósticos e cerca de 15 milhões de mortes nas próximas duas décadas.

O câncer de fígado é hoje o terceiro tipo mais letal no mundo. Para Valérie Paradis, professora do Hospital Beaujon (França) e líder do grupo, é necessário ampliar o alerta. "Comparado a outros tipos de câncer, o de fígado é muito difícil de tratar, mas apresenta fatores de risco que ajudam a definir estratégias específicas de prevenção. Com esforços conjuntos e contínuos, acreditamos que muitos casos podem ser prevenidos e que tanto a sobrevida quanto a qualidade de vida dos pacientes serão consideravelmente melhoradas", afirmou em comunicado à imprensa.

Além das hepatites e do álcool, a doença pode ter origem em cirrose, fatores genéticos, contato com substâncias tóxicas e obesidade. A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início. Quando há sinais, os mais comuns são perda de peso sem motivo, falta de apetite, dor abdominal, náuseas, icterícia (pele e olhos amarelados), fezes claras, fadiga e inchaço.

Outro fator preocupante é a forma mais grave das doenças inflamatórias do fígado, chamada MASH. Ela deve crescer 35% até 2050, associada ao acúmulo de gordura no órgão, principalmente em pessoas com obesidade, diabetes ou doenças cardiovasculares.

Para Hashem B El-Serag, do Baylor College of Medicine (EUA), um dos autores do estudo, "o aumento das taxas de obesidade é um fator de risco crescente para o câncer de fígado, principalmente devido ao aumento de casos de excesso de gordura ao redor do fígado". A presença de álcool também agrava a tendência. Casos relacionados ao consumo devem saltar de 19% para 21% até 2050.

Por outro lado, as hepatites B e C devem ter redução com o avanço da vacinação e dos tratamentos, mas ainda devem responder por mais da metade das ocorrências. A China concentra mais de 40% dos diagnósticos, reflexo da ampla circulação da hepatite B no país. A situação destaca a urgência da vacinação e do rastreamento precoce.

Perfil Brasil
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