"Estamos enfermos e não nos demos conta", diz o ministro do STF André Mendonça
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, proferiu um alerta contundente sobre a questão da Segurança Pública e terrorismo. Ele destacou que o país enfrenta entraves significativos neste setor. "Estamos enfermos e não nos demos conta", declarou. Mendonça observou que o tema é uma das maiores demandas sociais. Por isso, deve ser encarado com prioridade e responsabilidade.
Ele fez a declaração no almoço do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) em um contexto de debate sobre economia e segurança jurídica. Destacou que há a percepção de que o país não tem conseguido converter suas vastas riquezas e capacidades em resultados concretos de desenvolvimento.
"Se estamos precisando falar de segurança jurídica, é porque estamos vivendo um estado de insegurança jurídica", disse. Além disso, defendeu que o fortalecimento de regras claras, previsibilidade e respeito aos contratos são fundamentais para atrair investimentos e destravar oportunidades de crescimento.
Ministro ressalta potencial brasileiro
A fala do ministro, que já ocupou cargos estratégicos como Advogado-Geral da União e Ministro da Justiça, ressalta a urgência em encontrar soluções para impulsionar o crescimento. Mendonça enfatiza que, apesar dos recursos naturais e humanos, o país ainda patina em diversas áreas, seja por questões estruturais, burocráticas ou de governança.
O reconhecimento de que o Brasil não explora sua capacidade total serve como um chamado à ação para líderes políticos, setor privado e sociedade civil. Na visão do ministro, é fundamental haver um compromisso maior com a eficiência, a inovação e a estabilidade regulatória para destravar o investimento e, finalmente, atingir o patamar de desenvolvimento que o país merece.
Por fim, ao finalizar sua fala, Mendonça reforçou a necessidade de que o país assuma seu protagonismo. "Esperem de mim equilíbrio", disse aos empresários que participaram do evento. "O Brasil não pode mais ser o país do futuro. Precisa ser o país do presente."
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