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Estados Unidos registram mortes por sarampo em novo surto da doença

País já soma mais de 2,7 mil infecções em 2026, enquanto a queda na cobertura vacinal amplia a preocupação das autoridades

26 ago 2026 - 14h40
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Resumo
Os Estados Unidos registraram as primeiras mortes por sarampo de 2026 em meio a um avanço da doença, com mais de 2.700 casos em 47 estados. As vítimas eram da Pensilvânia e não estavam vacinadas. Eliminado no país em 2000, o vírus voltou a circular com força devido à queda na cobertura vacinal infantil abaixo dos 95%, índice ideal para a imunidade coletiva. Altamente contagiosa e transmitida pelo ar, a infecção tem na vacina tríplice viral sua principal forma de prevenção.

Os Estados Unidos registraram as primeiras mortes por sarampo de 2026, em um momento de forte avanço da doença no país. Até 20 de agosto, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) contabilizava 2.777 casos confirmados em 47 estados.

Foto: Perfil Brasil

As duas vítimas eram do Condado de Lancaster, na Pensilvânia, e não estavam vacinadas, segundo o Departamento de Saúde estadual. O estado não registrava uma morte relacionada ao sarampo havia 35 anos. O cenário representa uma mudança importante para um país que havia declarado a doença eliminada em 2000.

Por que os casos voltaram a crescer?

Um dos principais fatores por trás do avanço da doença, segundo o CDC, é a redução da cobertura vacinal. Dados da agência de saúde apontam que, entre crianças do jardim de infância nos EUA, a proporção de imunizados contra sarampo, caxumba e rubéola caiu de 95,2% no ano letivo de 2019-2020 para 92,4% em 2025-2026.

Essa diferença é relevante porque uma cobertura superior a 95% possibilita que a maioria das pessoas fique protegida pela imunidade coletiva. Com a queda na vacinação, contudo, os grupos não imunizados tornam-se mais vulneráveis à transmissão do vírus.

Diante desse cenário, o sarampo voltou a ganhar força nos últimos anos. Em 2025, o país registrou 2.289 casos confirmados e 48 surtos da doença. Em 2026, até 20 de agosto, já somavam 36 surtos — com 94% das infecções confirmadas ligadas a esses focos.

Onde a doença está avançando?

A Pensilvânia passou a concentrar parte importante da preocupação atual, depois de registrar centenas de novos casos desde julho. Antes disso, a Carolina do Sul havia sido um dos principais focos do surto, com mais de 600 infecções confirmadas.

Entretanto, o vírus não está restrito a uma única região. O CDC contabiliza casos em dezenas de estados e no Distrito de Columbia, além de infecções identificadas entre visitantes internacionais.

Como o sarampo é transmitido?

O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa. A transmissão acontece principalmente pelo ar, quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira perto de outras pessoas. O vírus também pode permanecer no ambiente por até duas horas depois que o indivíduo infectado deixa o local. Por isso, uma pessoa não imunizada corre o risco de exposição mesmo sem contato direto com quem estava doente.

Apesar da facilidade de transmissão, existe uma forma eficaz de prevenção: a vacinação. A vacina tríplice viral, também conhecida como SCR, protege contra sarampo, caxumba e rubéola e é utilizada há décadas em diferentes países, incluindo o Brasil.

Perfil Brasil
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