Apagão e crise no Senado derrubam popularidade de FHC em maio
| FERNANDO HENRIQUE | | Em % | Abril 2001 | Maio 2001 | | Avaliação Positiva | 29,7 | 22,1 | | Avaliação Regular | 38,9 | 36,2 | | Avaliação negativa | 27,9 | 37,1 |
A rejeição ao presidente Fernando Henrique Cardoso aumentou quase dez pontos percentuais nos últimos 30 dias. E a popularidade despencou. É o que aponta o Índice de Satisfação do Cidadão (ISC), que aferiu a repercussão das medidas adotadas para pelo Ministério do Apagão sobre o racionamento e o impacto da crise do Senado no Palácio do Planalto. A 37ª rodada da pesquisa, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) ao Instituto Sensus, foi divulgada pelo presidente da entidade, Clésio Andrade, em Brasília.
A avaliação negativa ficou em 37,1% em maio, contra 27,9% no mês anterior. No item avaliação regular, houve uma ligeira queda - passou de 38,9% em abril para 36,2% neste mês. Para 22,1% dos entrevistados, o governo do presidente Fernando Henrique é considerado positivo. Em abril, o índice era de 29,7%.
Em relação ao item Viver no País, o ISC mostrou que o desempenho do governo federal caiu perante à população. Os conceitos regular e negativo cresceram, enquanto o positivo caiu: 73,4% consideram positivo morar no Brasil; 12,7% acham regular; e 13,7% disseram péssimo. Os índices em abril eram, respectivamente, 76,8%, 10,6% e 12,4%.
O levantamento, realizado de 18 a 24 de maio, mostra a satisfação do cidadão com o País, o estado e o município onde mora, e com a sua situação econômica pessoal. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios de 24 Estados de cinco regiões brasileiras. A margem de erro é de 3%, para mais ou para menos.
Durante o período da pesquisa, o governo federal divulgou o plano de racionamento, que começa a ser implementado em 4 de junho. No 24 de maio, o senador José Roberto Arruda (sem-partido-DF) renunciava ao mandato devido ao encaminhamento do pedido de cassação à Mesa Diretora da Casa pela quebra do sigilo do painel eletrônico na votação da cassação do ex-senador Luiz Estevão.
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