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América Latina registra avanços mas desigualdades continuam
Terça, 10 de julho de 2001
América Latina34º - Argentina 37º - Uruguai 39º - Chile 41º - Costa Rica 42º - Bahamas 48º - Trinidade 51º - México 52º - Panamá 53º - Belice 61º - Venezuela 62º - Colômbia 69º - Brasil 73º - Peru 84º - Equador 95º - El Salvador 104º - Bolívia 106º - Nicarágua 107º - Honduras 108º - Guatemala 134º - Haiti
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A América Latina tem conseguido avanços em direção ao desenvolvimento, mas a renda per capita da região continua sendo a terça parte ou a metade da registrada em países desenvolvidos, com a permanência das grandes desigualdades, segundo o Informe do Desenvolvimento Humano 2001 (IDH) das Nações Unidas.
Somente quatro países da América Latina - Argentina, Uruguai, Chile e Costa Rica - figuram entre os primeiros 50 classificados pela ONU com base no IDH. Este leva em conta não somente a renda per capita, mas uma série de fatores que determinam a qualidade de vida das populações. Entre eles, alfabetização, expectativa de vida, taxa de educação, saúde e participação política.
A lista elaborada pela ONU, que classifica 162 países com base no IDH, é liderada este ano pela Noruega, seguida pela Austrália, que superou o Canadá, número 1 da lista durante os últimos seis anos. E os Estados Unidos, o país mais poderoso do planeta, estão em sexto lugar. A Argentina, na berlinda nos últimos tempos devido a uma prolongada crise econômica, está em 34º lugar, enquanto o Uruguai ficou em 37º.
Os outros países com maior qualidade de vida na América Latina na região do Caribe são Chile (39), Costa Rica (41), Bahamas (42) e Trinidade (48). Entre os piores países da região estão Bolívia (104), Nicarágua (106), Honduras (107) e Guatemala (108). Em 134º lugar está o Haiti. Outros países da região estão nos seguintes lugares: México (51), Panamá (52), Belice (53), Venezuela (61), Colômbia (62), Brasil (69), Peru (73), Equador (84) e El Salvador (95).
O informe destaca que, apesar de alguns avanços, os pontos mais vulneráveis da América Latina continuam sendo a pobreza, a concentração de renda, que gera forte desigualdade, que é maior nesta região que em outras do mundo. Os três países da região onde a desigualdade é menor são Uruguai, Chile e Costa Rica, reporta o informe.
A agência da ONU afirma que vencer os grandes níveis de desigualdade e tirar a maioria da população da pobreza são os principais desafios. E ainda que os especialistas reconheçam os avanços da democratização, outros reclamam respeito total aos direitos humanos. Outro desafio é fazer a democracia mais "participativa" nestes países, para o que é necessário mais educação, participação da sociedade civil, meios de comunicação imparciais e separação dos poderes.
AFP
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