Uma piada corrente dá a entender que o Brasil está acostumado a ver as CPIs acabarem em pizza, só mudando o sabor. Mas a CPI do Narcotráfico está disposta a mudar este histórico. No último dia 6 de dezembro, a comissão aprovou por unanimidade, em votação simbólica, o seu relatório final, no qual indicia mais de 800 pessoas e empresas sob acusação de prática de diversos crimes.
O documento, resultado de 14 meses de investigações, não poupa ninguém. Entre os 852 nomes apontados como passíveis de inciamento estão dois ex-governadores, dois deputados federais e 15 deputados estaduais, dos quais três são presidentes de Assembléias Legislativas. E não foram só os políticos os citados em 450 depoimentos, ao longo de 152 sessões. Juízes, desembargadores, presidentes de estatais, técnicos de futebol, policiais civis e militares também estão na longa lista aprovada pela CPI. Na relação de crimes há de tudo um pouco, de tráfico e homícidio até obstrução da Justiça e desacato.
REPERCUSSÃO
CPI propõe indiciamento de 828 pessoas
Acusados se dizem surpresos