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Entenda a crise que levou o presidente do Banco Central do Paraguai à renúncia

Carlos Carvallo deixa comando da autoridade monetária após colapso do Ueno Bank e abertura de apuração penal

5 nov 2026 - 12h39
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Resumo
Carlos Carvallo renunciou à presidência do Banco Central do Paraguai após a intervenção no Ueno Bank devido ao colapso financeiro e às investigações criminais sobre irregularidades ligadas à instituição.
Presidente do BC do Paraguai renuncia após crise financeira em banco digital:

O presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo nesta terça-feira (3) após decretar a intervenção no Ueno Bank. A decisão decorre de pressões públicas por falhas na supervisão regulatória e de ligações políticas com o banco digital.

A crise atingiu o governo do presidente Santiago Peña, responsável por indicar o economista para a liderança da autoridade monetária. Peña figurou como investidor da empresa financeira até março de 2025, enquanto Carvallo presidiu a fintech até agosto de 2023.

Diante dos protestos de clientes em Assunção e de cobranças parlamentares, Carvallo declarou que a renúncia visa preservar o órgão fiscalizador: "Afastar-me ajudará a acalmar a controvérsia em torno do BCP". O dirigente informou que segue no posto provisoriamente até o término formal do processo de resolução.

O que provoca a intervenção no Ueno Bank?

O Banco Central do país interveio na instituição após o índice de solvência cair para menos dos 50% determinados por lei. O desequilíbrio contábil resultou de concessões excessivas de crédito a companhias ligadas ao controlador da empresa, o Grupo Vázquez.

Em consequência da deterioração financeira, o Ministério Público paraguaio abriu investigação criminal e ordenou a prisão de oito pessoas ligadas à administração da instituição privada.

Qual é o impacto financeiro da quebra?

A fintech reúne cerca de 3 milhões de clientes, o equivalente a 60% dos adultos paraguaios, e custodiava US$ 850 milhões públicos. Desse volume, US$ 380 milhões pertencem ao fundo de previdência e saúde estatal.

Com a interrupção das atividades bancárias, a Superintendência de Bancos assegurou os repasses aos aposentados e a garantia legal de depósitos de até 75 salários mínimos, soma avaliada em US$ 39 mil por correntista.

TerrAI Este conteúdo contou com o apoio de Inteligência Artificial na produção do texto ou na apuração das informações, sob supervisão da equipe de jornalistas do Terra.
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