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TSE tira do ar vídeo em que Malafaia associa Dilma ao EI

4 out 2014
09h38
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Nesta sexta-feira, o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que um vídeo publicado pelo pastor Silas Malafaia seja imediatamente retirado da internet por conter "evidente degradação da imagem" de Dilma Rousseff. Na gravação, o religioso insinua que a presidente estaria apoiando ações de grupos terroristas voltados ao assassinato de cristãos. 

<p>Na grava&ccedil;&atilde;o, religioso&nbsp;insinua que a presidente estaria apoiando&nbsp;a&ccedil;&otilde;es de grupos terroristas</p>
Na gravação, religioso insinua que a presidente estaria apoiando ações de grupos terroristas
Foto: Reprodução

A representação foi feita em nome da Coligação Com a Força do Povo e da candidata do PT à reeleição contra o Google Brasil e o pastor. Nela, os autores sustentaram que as manifestações contidas no vídeo configuram "abuso do direito de liberdade" e "ofendem direitos fundamentais".

Em sua decisão, publicada no site do TSE, o ministro Herman Benjamin concluiu que, ao tentar vincular uma declaração da candidata a suposto apoio a grupos islâmicos terroristas, Malafaia degrada a imagem da presidente e incita, direta ou indiretamente, "animosidade entre grupos que professam religiões ou crenças diversas".

“Há grande distância entre o uso informativo, para fins eleitorais, de falas e discursos de pessoas, algo mais do que legítimo, e a distorção ou infidelidade proposital às palavras e ao pensamento de quem se ataca, algo ilegítimo e ilegal”, ressaltou o relator. “E no vídeo ainda há veiculação de imagens violentíssimas de verdadeiros atos de guerra praticados por supostos grupos extremistas”, completou. 

Fonte: Terra
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