TRE-RJ marca para sábado retotalização dos votos em medida que fará Ruas eleito no 1º turno
Com a anulação dos votos de Garotinho, Douglas Ruas alcançou 50,88%; Paes obteve 42,76% e afirmou que irá recorrer ao STF
O TRE-RJ realizará a retotalização dos votos das eleições de 2026 no sábado, declarando Douglas Ruas eleito no 1º turno, após a anulação dos votos de Garotinho; Eduardo Paes informou que recorrerá ao STF.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizará, neste sábado, 10, às 15h, a retotalização dos votos das Eleições 2026 para governador, em cerimônia no Palácio da Democracia. Diante da anulação dos 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos), a solenidade, que será feita de forma pública, irá oficializar Douglas Ruas (PL) como novo governador do estado em 1º turno.
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O desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do Tribunal, será o responsável pelo reprocessamento da totalização dos votos. Em contato com a reportagem do Terra, o TRE-RJ informou que a medida é motivada pela decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve, nesta quinta-feira, 8, o indeferimento do registro de candidatura de Garotinho.
Vale ressaltar que a retotalização não é uma recontagem de votos. A apuração registrada nas urnas permanece rigorosamente a mesma. O que muda é o cálculo matemático feito pelo sistema da Justiça Eleitoral para definir quais votos são juridicamente considerados válidos para a proclamação dos eleitos.
Na apuração original, com 100% das urnas contabilizadas, Douglas Ruas recebeu 4.271.199 ou 49,27% dos votos válidos considerados inicialmente, enquanto Eduardo Paes teve 3.706.984 (42,76%).
Agora, com os novos cálculos, Ruas pode ser eleito, pois passou a ter 50,88% dos votos válidos. Ao todo, no TSE, foram 5 votos a 2 para indeferir a candidatura de Garotinho.
Em nota, a coligação de Eduardo Paes (PSD), 'Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir', afirmou que recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de cautelar para assegurar o segundo turno ao governo do Rio.
"Com base nos votos divergentes apresentados no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que defenderam o respeito à soberania popular e à exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador, a coligação 'Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir' recorrerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão", informou o comunicado.
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