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Tarcísio de Freitas chama Roberto Jefferson de 'descompensado' agindo como criminoso

Candidato ao governo de São Paulo afirma que Polícia 'agiu como tinha que agir' no caso envolvendo o ex-deputado

24 out 2022 - 19h11
(atualizado às 19h27)
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Tarcísio também defendeu a reação do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o episódio
Tarcísio também defendeu a reação do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o episódio
Foto: Suamy Beydoun/AGIF via Reuters Connect

O candidato do Republicanos ao governo do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, voltou a criticar o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). O ex-ministro disse nesta segunda-feira, 24, que Jefferson é uma pessoa "descompensada" que agiu como um criminoso ao atirar e jogar granadas contra agentes da Polícia Federal que cumpriam mandato de prisão contra ele no domingo, 23.

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"A Polícia agiu como tinha que agir. Nós tínhamos uma pessoa descompensada que estava agindo como um criminoso" disse a jornalistas antes de participar de uma caminhada em São Miguel Paulista, em São Paulo.

Tarcísio também defendeu a reação do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o episódio. "Para mim se trata de uma questão isolada de uma pessoa que está absolutamente descompensada. A gente repudia agressão e ataques a ministros do Supremo (Tribunal Federal) e qualquer gesto de violência" completou.

Após o episódio, Bolsonaro negou que tivesse uma relação de proximidade com Roberto Jefferson e chegou a dizer que não tirou sequer uma fotografia com o presidente afastado do PTB. Como mostrou o Estadão, porém, Jefferson tem uma relação antiga e próxima com o presidente.

Mais cedo, Tarcísio sugeriu em entrevista à Rádio Bandeirantes que Jefferson enfrenta problemas de saúde mental. O ex-deputado reagiu neste domingo, 23, a uma ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de revogar sua prisão domiciliar. A PF foi ao município de Levy Gasparian (RJ), onde Jefferson mora e resistiu a ser levado para o presídio. Ele atirou contra os policiais e jogou granadas, ferindo dois policiais.

A segurança pública é uma das principais bandeiras de Tarcísio na campanha pelo governo de São Paulo. Antes da caminhada em São Miguel Paulista nesta segunda-feira, correligionários pediam "Rota na rua" e a redução da maioridade penal para 16 anos.

Participaram do ato de campanha o deputado federal e vice-presidente do PP em São Paulo, Maurício Neves, o deputado estadual Major Mecca (PL-SP) e o deputado federal Cezinha da Madureira (PSD-SP). Também estava presente o deputado federal eleito Carlos Alberto da Cunha (PP-SP).

Como mostrou o Estadão, Cunha enfrentou um processo de demissão da Polícia no final de agosto por causa de críticas a integrantes da cúpula da instituição. O deputado eleito já havia sido alvo de processo de demissão anterior ao ser acusado de forjar a prisão do chefe de uma facção criminosa e postar em suas redes sociais.

Na caminhada, Tarcísio tirou fotos com apoiadores, entrou em lojas do comércio local e em uma base policial, onde cumprimentou os agentes. Em um momento, estudantes de uma escola pública apareceram na janela e manifestaram apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que gerou vaias e reação dos bolsonaristas presentes.

Durante o comício, o candidato disse se comprometer com a segurança pública e pediu votos a Bolsonaro para permitir um realinhamento de São Paulo com o governo federal. "Vai ser muito mais fácil trabalhar com o presidente Bolsonaro", disse.

Estadão
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