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Sem apoio do PSL, Crivella terá tenente-coronel como vice

Andréa Firmo vai compor chapa 'puro-sangue' do Republicanos, mesmo com sete partidos estando na aliança do atual prefeito

14 set 2020
19h08
atualizado às 19h19
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RIO - O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), escolheu uma tenente-coronel de vice na sua tentativa de reeleição. Impopular e às voltas com escândalos recentes, o mandatário tentou o apoio do PSL, que tem a maior fatia de dinheiro público para a eleição deste ano, mas as articulações fracassaram após ele ser alvo de mandado de busca e apreensão na semana passada. Com isso, Andréa Firmo foi a escolhida. Militar da ativa, ela pode se filiar ao Republicanos até esta quarta-feira, 16.

Andréa foi comandante da base militar no Referendo do Saara Ocidental, entre abril de 2018 e o mesmo mês de 2019. Os planos de ter uma mulher e militar como vice sempre estiveram na mesa, inclusive durante as negociações com o PSL. Agora, mesmo com sete partidos compondo sua aliança, Crivella terá uma chapa "puro-sangue", com ele e a vice sendo do Republicanos.

O anúncio do nome de Andréa ainda não saiu oficialmente, mas foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pelo Estadão com fontes ligadas à campanha do prefeito. Atualmente, ele tem em sua aliança sete legendas, além do próprio Republicanos: PMN, PTC, PRTB, Podemos, Patriota, Progressistas e Solidariedade. Além de militar, Andréa tem como ativo o fato de ser católica praticante, o que pode ajudar a diversificar o eleitorado do mandatário - que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.

Cobiçado até então por Crivella e seu principal adversário, Eduardo Paes (DEM), o PSL optou por lançar a candidatura própria do deputado federal Luiz Lima. A escolha se deu após os dois pré-candidatos serem alvos de operações na semana passada. Paes é acusado de receber caixa 2 da Odebrecht na eleição de 2012, enquanto Crivella teve celular e documentos apreendidos para apurar sua suposta participação no que ficou conhecido como 'QG da Propina'. Ambos negam as acusações.

Crivella busca se associar ao máximo ao bolsonarismo e vem se aproximando da família do presidente Jair Bolsonaro há meses. Participou, recentemente, de três agendas com o mandatário no Rio. No entanto, Bolsonaro não deve se envolver diretamente no primeiro turno das eleições. Paes também já tem uma aliança considerável, com PL, PSDB, Cidadania, PV, Avante e DC. O ex-prefeito é o líder em todas as pesquisas para o pleito.

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Estadão
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