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Qual é o nível de educação de São Paulo? Números geraram discordâncias entre Tarcísio e Haddad no 1º debate

Candidatos divergiram sobre a posição do estado no ranking de educação e apresentaram números diferentes

9 ago 2026 - 21h12
(atualizado em 10/8/2026 às 00h00)
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Campanhas de Tarcísio e Haddad veem 'alto nível' de debate em 'pontapé inicial' em SP:

A educação foi o tema que gerou a primeira divergência entre os candidatos ao governo do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), durante o debate realizado neste domingo, 9, pela Band.

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Ao abrir o confronto, o mediador Rodolfo Schneider citou resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e questionou os candidatos sobre o desempenho de São Paulo, que, segundo ele, estava próximo da média nacional. "Quando a gente olha para o cenário nacional e estadual, a gente vê que essa é uma situação semelhante, o Brasil não é uma referência na educação", afirmou Schneider, antes de perguntar quais propostas poderiam fazer o estado avançar na área.

Na última quarta-feira, 5, o Ministério da Educação (MEC) divulgou os dados mais recentes do Ideb, indicador mais importante da educação brasileira. Neles, a rede estadual de São Paulo apresentou melhora em 2025 no seu desempenho no ensino médio, mas consta fora dos cinco primeiros colocados no ranking nacional.

Tarcísio e Haddad participaram de debate na Band neste domingo
Tarcísio e Haddad participaram de debate na Band neste domingo
Foto: Renato Pizzutto/Band

Os dados do MEC apontam que outros Estados cresceram em ritmo mais acelerado na última década e passaram a integrar o top 5 do Ideb. Os índices são calculados com base na nota dos estudantes em provas do Sistema Nacional de Educação Básica (Saeb), de Português e Matemática, e o fluxo escolar, medido pela taxa de aprovação dos alunos.

Ao responder a pergunta de Schneider, Tarcísio defendeu os resultados de sua gestão e apresentou ações voltadas à alfabetização, ao ensino integral e à formação profissional. O governador afirmou que São Paulo avançou nos três ciclos avaliados e na ampliação das escolas de tempo integral e do ensino técnico. "A gente está com um bom estágio no ensino médio, crescemos nos três ciclos", disse. Segundo ele, a próxima etapa será concentrada na recuperação da aprendizagem, na formação continuada de professores e na expansão da educação tecnológica.

A avaliação foi contestada por Haddad, que apresentou outro recorte dos dados para criticar a gestão de Tarcísio. "O Tarcísio herdou o estado de São Paulo na terceira colocação em termos de qualidade do ensino médio e está entregando o estado na décima posição", afirmou. O petista também citou a alfabetização e disse que São Paulo estaria abaixo da média nacional, com 61% das crianças alfabetizadas na idade certa, ante 66% no país. Haddad atribuiu parte do resultado ao modelo pedagógico adotado pelo governo estadual e criticou a substituição de materiais didáticos por plataformas digitais.

Plateia reage com risos e aplausos após Tarcísio dizer que Nunes é o maior prefeito da história de SP:

Em um segundo momento, Tarcísio contestou a comparação apresentada de Haddad e afirmou que era necessário "restabelecer a verdade". O governador disse que, em 2023, São Paulo ocupava a terceira posição no ensino fundamental 1, a quinta no fundamental 2 e a oitava no ensino médio. Para o ensino médio, ele argumentou que a inclusão dos resultados do ensino profissionalizante deveria ser considerada.

"Quando a gente considera a nota dos alunos que estão no ensino profissional, a gente vai para 4,5, o que significa que a gente continua no oitavo lugar", afirmou. Tarcísio também destacou que a participação dos estudantes na formação profissional teria passado de 12% para 42%.

Haddad voltou a contestar os números e afirmou que São Paulo teria perdido posições nos últimos anos. "Consulte as manchetes dos jornais dessa semana: várias manchetes vão dar conta de que o estado caiu da oitava para a décima posição", disse. O candidato também questionou a expansão do ensino integral apresentada pelo governador.

Segundo Haddad, cerca de 24% dos alunos do ensino médio estão atualmente nesse modelo, percentual que, de acordo com ele, fica abaixo dos registrados por Piauí, Pernambuco e Ceará.

Fonte: Portal Terra
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