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Rubio sorri e diz que 'todos esperavam' 2º turno no Brasil ao comentar eleição

Secretário de Estado faz primeira manifestação do governo Trump após Flávio Bolsonaro liderar votação no 1º turno contra Lula

5 out 2026 - 11h39
(atualizado às 14h37)
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Resumo
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o segundo turno já era esperado no Brasil após Flávio Bolsonaro liderar a votação contra o presidente Lula. Embora evite apoio explícito, Rubio é ligado à família Bolsonaro e crítico do petista. O avanço do senador opositor repercutiu positivamente na direita internacional, recebendo comemorações de aliados do governo Trump, do presidente argentino Javier Milei e do primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.
Marco Rubio em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, 5
Marco Rubio em entrevista à imprensa nesta segunda-feira, 5
Foto: Reprodução/X/Department of State

BRASÍLIA - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta segunda-feira, 5, que "todos esperavam" uma disputa de segundo turno no Brasil e sorriu ao comentar o resultado do primeiro turno.

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Foi a primeira manifestação de um alto integrante do governo Donald Trump, após o candidato de oposição, senador Flávio Bolsonaro (PL), liderar a votação sobre o candidato à reeleição, presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Vai para um segundo turno. Acho que todo mundo esperava isso. Vamos ver como isso se desenrola", afirmou Rubio, ao ser questionado por jornalistas, antes de decolar na Base Aérea Andrews, para missões na Islândia, Grécia e Portugal.

Rubio, que é aliado próximo há anos da família Bolsonaro e um contumaz crítico de Lula, evitou manifestar apoio explícito a Flávio. Essa foi a mesma postura de Trump, nos dias que antecederam a votação, apesar de ter sido questionado sobre um endosso a Flávio.

O secretário de Estado foi alvo de diversas críticas de Lula, que o acusou de ser um inimigo e latino-americano "frustrado". Ele abriga e lidera no Departamento de Estado uma ala da administração trumpista mais hostil ao petista. Seus assessores mantêm contato estreito com Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, elos do bolsonarismo com o governo Trump nos EUA.

Rubio e Trump receberam o candidato de oposição, que liderou o primeiro turno, em Washington. Rubio também adotou pressão sobre o Brasil, criticou a postura de Lula na negociação do tarifaço, autorizou a designação das facções criminosas PCC e CV como grupos terroristas, decretou a cassação de vistos e apoiou sanções financeiras a autoridades do Judiciário, entre eles ministros do Supremo Tribunal Federal - o caso mais notório foi o de Alexandre de Moraes.

O triunfo de Flávio Bolsonaro também foi amplamente celebrado nas redes sociais por senadores do Partido Republicano, base política de Trump, e por conselheiros do presidente, como Jason Miller.

Entre líderes políticos em exercício, comemoraram o desempenho de Flávio Bolsonaro os presidentes da Colômbia, Abelardo de la Espriella, e da Argentina, Javier Milei, ambos alinhados a Trump, além do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, rompido com Lula.

"Parabéns, Flávio Bolsonaro, pela votação de ontem e boa sorte na final. Estou ansioso para restaurar a extraordinária amizade entre Israel e o Brasil. Melhores votos por sua grande vitória, meu amigo", disse Netanyahu, que declarou Lula persona non grata no país.

O desempenho do candidato do PL também foi comemorado por integrantes da direita regional sul-americana, como os ex-presidentes da Colômbia Iván Duque e da Bolívia Tuto Quiroga.

Estadão
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