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Conheça as cinco principais propostas de Sartori para o RS

Candidato pela 1ª vez ao governo do Estado prioriza temas relacionados a saúde, segurança, educação, infraestrutura e dívida

26 out 2014
09h47
atualizado às 17h34
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O candidato do PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, foi apontado por pesquisas eleitorais no primeiro turno na terceira posição. Sartori surpreendeu e chegou ao segundo turno como o candidato mais votado no primeiro. Foi acusado de não ter propostas e pressionado pelo adversário Tarso Genro. Em resposta, o peemedebista alegou que desconhecia a real situação financeira do governo, informação solicitada por meio da Assembleia Legislativa, e afirmou que tinha propostas e não promessas. Confira abaixo cinco das principais propostas do candidato ao governo do Estado do RS.

1. Saúde
Uma das propostas de Sartori é a implantação do programa Primeira Infância, que acompanha a vida de uma criança até a idade pré-escolar, projeto que foi implentado em Caxias do Sul, onde foi prefeito, e reduziu a mortalidade infantil. Outra ideia é a descentralização do acesso a médicos especialistas, que passaria a ser feito em macroregiões, com o objetivo de agilizar as consultas daqueles que vivem longe da capital. Aumentar os horários de atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e Postos de Saúde também fazem parque do seu leque de mudanças, no entanto não deixa claro qual seria especificamente o novo horário de atendimento.

2. Segurança
As apostas são de incentivar a criação de guardas municipais, investimentos nos setores de inteligência e científicos da polícia e o aumento do efetivo da Brigada Militar (PM gaúcha) tirando policiais de funções administrativas para colocá-los no policiamento ostensivo nas ruas. Também está prevista entre as diretrizes de governo a implantação da "cultura da paz" nas escolas, como forma de ensinar às crianças respeito e convívio em grupo, e a criação de Parcerias-Público-Privadas (PPPs) para a reforma e construção de novos presídios.

3. Educação
A proposta do PMDB é de criar metas de qualidade de ensino nas escolas, mas também coloca que é "necessário corrigir o que está dando errado e incentivar o que está dando certo". Uma proposta curiosa é incentivar o ensino de alemão, italiano e espanhol, respectivamente, nas regiões que no passado receberam imigrantes desses países e nas cidades que fazem fronteira com o Uruguai e Argentina. Outro item é a valorização dos professores, que segundo Sartori, não se resume a questões salariais, e promete a implantação de um novo sistema de qualificação profissional permanente. 

4. Infraestrutura
O texto fala em buscar recursos para asfaltar e recuperar estradas, atualização das malha ferroviária, portuária e aeroportuária. O apoio a empresas localizadas nos parques tecnológicos com o objetivo de fomentar ideias mais criativas e inovadoras, também está em meio a proposta, que fala ainda do fortalecimento de cooperativas, pequenos produtores e agricultura familiar, como forma de garantir o abastecimento e melhores preços de produtos e alimentos, gerando distribuição de renda, e o apoio a exportadores para qualificar a exportação, principalmente, no setor primário.

5. Dívida
Talvez o ponto mais polêmico de qualquer um dos planos de governo de ambos os candidatos que disputaram o governo do Rio Grande do Sul seja a dívida pública, que hoje passa de R$ 50 bilhões, o que já fez com que o Executivo recorresse ao saque de depósitos judiciais, além de engessar os investimentos. A proposta de Sartori é manter o pagamento em 13% da Receita Líquida Real (RLR), e tentar reduzir esse percentual, alongando ainda o prazo de pagamento e a redução do valor das prestações.

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Fonte: Terra

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