Popularidades de Lula e Flávio Bolsonaro mudam no segundo turno das eleições
No início do segundo turno, Lula superou Flávio Bolsonaro no Índice de Popularidade Digital da Quaest, atingindo 82,6 pontos contra 76,4 do senador, revertendo a desvantagem do primeiro turno. O índice avalia 175 variáveis em redes sociais e buscas, medindo alcance, engajamento e repercussão, sem relação direta com intenção de voto. A virada reflete a ampliação da estratégia digital do petista, indicando maior presença e visibilidade online, mas sem comprovar ganho ou perda de eleitores reais.
Lula (PT) ultrapassou Flávio Bolsonaro (PL) no Índice de Popularidade Digital (IPD), levantamento da Quaest que acompanha o desempenho de políticos na internet.
Segundo dados divulgados pela Folha de São Paulo no sábado (17), o presidente alcançou 82,6 pontos, enquanto o senador registrou 76,4. A mudança ocorreu nos primeiros dias do segundo turno das eleições presidenciais, após Flávio começar o período com vantagem no indicador.
No domingo do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio tinha 80 pontos, contra 70,7 de Lula. Até 15 de outubro, o presidente subiu 11,9 pontos, enquanto o senador perdeu 3,6. Com isso, a diferença de 9,3 pontos favorável ao candidato do PL se transformou em uma vantagem de 6,2 pontos para o petista.
O IPD não funciona como uma pesquisa eleitoral tradicional, que entrevista uma amostra de eleitores para saber em quem pretendem votar. O indicador analisa a atividade dos políticos na internet e transforma diferentes informações em uma pontuação que vai de zero a 100. Para isso, a Quaest acompanha plataformas como Instagram, Facebook, X, TikTok e YouTube, além de buscas no Google e na Wikipédia.
Na prática, o cálculo considera fatores como o alcance das publicações, a quantidade de curtidas, comentários e compartilhamentos, a capacidade de mobilizar seguidores e a repercussão dos conteúdos. Também observa se as reações são positivas ou negativas. Assim, uma publicação que gera muitas críticas pode aumentar a visibilidade de um candidato sem necessariamente representar apoio a ele.
O índice também considera a mobilização dos apoiadores e o interesse despertado pelos candidatos. Para chegar à pontuação, um algoritmo reúne e processa 175 variáveis digitais. A Quaest também procura levar em conta a atuação de robôs nas plataformas, para reduzir possíveis distorções. O resultado é uma medida comparativa da presença digital, e não uma contagem de pessoas que apoiam cada candidato.
A mudança no indicador foi associada a alterações na estratégia de comunicação das campanhas, especialmente à ampliação das ações digitais de Lula.
Ainda assim, o crescimento da pontuação não comprova que o presidente tenha conquistado novos eleitores, assim como a queda de Flávio não significa necessariamente perda de votos. O levantamento mostra como a presença e a repercussão dos dois candidatos mudaram na internet neste período de segundo turno.
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