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Eleitores que não votaram no 1º turno aproximam Lula de Flávio, diz diretor da Quaest

Felipe Nunes afirma que redução da abstenção pode beneficiar o presidente; pesquisa também aponta mudança no comportamento dos jovens

14 out 2026 - 19h03
(atualizado às 19h09)
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Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições presidenciais.
Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno das eleições presidenciais.
Foto: Wilton Júnior e Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Os eleitores que não votaram ou escolheram branco ou nulo no primeiro turno ajudam a explicar o empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 14. A avaliação é do diretor do instituto, Felipe Nunes, que analisou os resultados em entrevista à GloboNews.

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Segundo o levantamento, 43% dos entrevistados que declararam que não foram às urnas ou votaram branco ou nulo no primeiro turno afirmam que votarão em Lula no dia 25 de outubro. Outros 38% dizem que escolherão Flávio, enquanto 17% pretendem continuar sem votar em nenhum dos candidatos.

"Quanto menor for a abstenção neste segundo turno, melhor para o Lula, porque, na proporção, ele leva mais eleitores do que Flávio. Quanto maior for a abstenção, melhor para o Flávio, porque aí o Lula não soma essa parte importante aqui da amostra", afirmou Nunes.

Na avaliação do diretor da Quaest, a participação desse eleitorado é um dos fatores que explicam a disputa acirrada, apesar de Flávio receber uma parcela maior dos votos de candidatos derrotados no primeiro turno, como Ronaldo Caiado e Renan Santos. "Agora, no segundo turno, o que está modificando significativamente esse quadro é quem dizia que não ia votar ou que ia votar branco e nulo. (...) O mais decisivo para entender essa eleição é compreender como o eleitor que se absteve no primeiro turno vai se comportar", declarou.

Evangélicos votam em Flávio; beneficiários do Bolsa Família, em Lula

Nunes também destacou os segmentos em que cada candidato apresenta as maiores vantagens. Entre os evangélicos, Flávio tem 60% das intenções de voto, contra 28% de Lula, uma diferença de 32 pontos porcentuais.

O cenário se inverte entre os beneficiários do Bolsa Família. Nesse grupo, Lula aparece com 60% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 31%, uma diferença de 29 pontos.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira aponta Flávio com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. Nos votos válidos, o senador aparece com 51%, e o presidente, com 49%.

A Quaest entrevistou presencialmente 2.154 eleitores entre 10 e 13 de outubro. O levantamento tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08729/2026.

Fonte: Portal Terra
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