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Pelo Twitter, Malafaia elege mais que associação LGBT

6 out 2014 - 17h28
(atualizado às 17h35)
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<p>Pastor foi ao Twitter agradecer os votos em candidatos da sua preferência</p>
Pastor foi ao Twitter agradecer os votos em candidatos da sua preferência
Foto: Getty Images

Com ampla frequência de posts no Twitter, o pastor Silas Malafaia conseguiu eleger três dos quatro nomes indicados para deputado federal. O aproveitamento supera ao da lista de postulantes que assinaram uma plataforma política da Associação Brasileira LGBT, da qual apenas Jean Wyllys, do Psol, saiu eleito.

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Considerado inimigo dos ativistas que buscam direitos igualitários para homossexuais, Malafaia indicou os nomes de Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), 12º mais votado no Estado, Gilberto Nascimento (PSC-SP), 36º, Fabio Souza (PSDB-GO), 14º, todos eleitos. Apenas Fabrício Oliveira, do PSB de Santa Catarina, ficou de fora.

Após a eleição, Mafalaia usou as redes sociais para agradecer o resultado. “Obrigado a todos que ajudaram a eleger os candidatos que indiquei”, publicou. Em outra postagem criticou a imprensa por dar voz ao “ativismo gay, muito acima do que eles representam. O voto evangélico arrebentou.”

Na outra ponta do debate sobre a causa gay, a ABGLT divulgou uma lista com 61 nomes, 19 para o Legislativo federal. Apenas Wyllys se elegeu, mas com uma expressiva votação de mais de 144 mil votos, ficando na sétima posição.

<p>Jean Wyllys foi o único eleito da entre os candidatos que assinaram uma plataforma política da Associação Brasileira LGBT</p>
Jean Wyllys foi o único eleito da entre os candidatos que assinaram uma plataforma política da Associação Brasileira LGBT
Foto: Facebook / Reprodução

O presidente da entidade, Carlos Magno Fonseca, ponderou que a lista divulgada não contemplou pessoas que lutam pela causa gay e foram eleitos, como Érika Kokay (PT-DF), Luizianne Lins (PT-CE) e Edmilson Rodrigues (Psol-PA).

“A gente ainda vai fazer o mapeamento, mas na nossa avaliação, a gente teve muitos aliados eleitos”, afirmou. Segundo ele, o reforço de efetivo no Legislativo proporcionará a criação de uma frente parlamentar pró LGBT.

“Vamos iniciar uma conversa (com os eleitos) para constituir a frente parlamentar LGBT. Acho que vamos ter uma atuação mais qualificada e forte do mandato”, acredita. 

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Fonte: Terra
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