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Haddad ignora Lula no horário eleitoral e Bolsonaro ataca PT

12 out 2018
09h30
atualizado às 10h52
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Na estreia do horário eleitoral gratuito no segundo turno no rádio, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) partiu para o ataque contra o PT e seu adversário, Fernando Haddad. Já o programa do petista ligou o concorrente à onda de violência gerada na campanha à Presidência da República e não citou, como havia feito no primeiro turno, o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A combination of file photos shows Jair Bolsonaro, far-right lawmaker and presidential candidate of the Social Liberal Party (PSL), casts his vote in Rio de Janeiro, Brazil October 7, 2018 and Fernando Haddad, presidential candidate of Brazil's leftist Workers' Party (PT), gestures as he casts his vote, in Sao Paulo, Brazil October 7, 2018. Pictures taken October 7, 2018. REUTERS/Ricardo Moraes/Paulo Whitaker - RC138B9D63C0
A combination of file photos shows Jair Bolsonaro, far-right lawmaker and presidential candidate of the Social Liberal Party (PSL), casts his vote in Rio de Janeiro, Brazil October 7, 2018 and Fernando Haddad, presidential candidate of Brazil's leftist Workers' Party (PT), gestures as he casts his vote, in Sao Paulo, Brazil October 7, 2018. Pictures taken October 7, 2018. REUTERS/Ricardo Moraes/Paulo Whitaker - RC138B9D63C0
Foto: Reuters

Bolsonaro, que praticamente estreou no horário eleitoral, já que na primeira fase da campanha tinha menos de 10 segundos por programa, lembrou a ascensão do socialismo e do comunismo na América Latina, citou a criação do Foro de São Paulo, "grupo liderado por Lula e Fidel Castro (ex-presidente de Cuba)" e até divulgou um áudio do ex-presidente brasileiro, preso em Curitiba. "Todos que participaram do Foro de São Paulo chegaram ao poder", diz Lula.

O programa do candidato do PSL informou que Cuba é o país mais atrasado do mundo, lembrou as crises na Venezuela e do Brasil, governado pelo PT entre 2003 e 2016. "Estamos à beira do abismo (...) fizeram de Brasília um balcão de negócios e muitos estão presos". A locução citou também que o vermelho, cor do PT, jamais foi a cor da esperança.

Nesse primeiro programa eleitoral de Bolsonaro, Haddad foi chamado de "boneco de Lula", e declarações de pessoas procuram afastar as acusações de racista e machista de Bolsonaro. "Sou mulher e negra. PT nunca mais. A nossa bandeira é verde e amarela", afirma uma apoiadora do deputado federal. Na parte final, Bolsonaro é apresentado ao eleitor e reforça a questão feminina, com a repetição do relato emocionado de uma reversão de vasectomia para que pudesse ter uma filha, Laura, a única mulher após quatro homens.

Haddad

Na abertura do programa do candidato petista, a mensagem foi a de que a "democracia está em risco" e o que o segundo turno, "que deveria ser de debate de propostas, foi transformado por seguidores de Bolsonaro em onda de violência". As declarações do candidato do PSL de que iria "fuzilar a petralhada", é alternada com vários relatos de violência, como o assassinato do mestre de capoeira e produtor cultural Môa do Katendê, em Salvador (BA), com 12 facadas, após defender o voto no PT. Em seguida, Haddad repete o bordão que seu sonho é oferecer aos brasileiros ao menos uma oportunidade, com educação e emprego, "um livro em uma mão e uma carteira assinada na outra".

Ao contrário de Bolsonaro, que está no terceiro casamento, o programa do petista cita a relação de 30 anos com Ana Estela e filhos Frederico e Carolina. Lembrou que Haddad foi ministro da educação e reforça o pedido de paz antes de citar algumas propostas para o governo, caso eleito - além de emprego, a retomada de obras paradas, incentivo à construção civil e a criação do ensino médio federal.

Ao final, Haddad afirma que é hora de "olhar para frente", pede união e o voto "mesmo que você eleitor tenha votado em outro candidato no primeiro turno, eu quero conversar com você", disse "Essa campanha não é de um partido, é dos que querem mudar para melhor o nosso País (...) Vamos nos unir, a hora é agora. Quero contar com todos que são a favor da democracia e dos direitos do povo".

Ao contrário do primeiro turno, quando Lula dominou os programas de Haddad, o ex-presidente, ao menos neste primeiro, não foi lembrado.

Estadão Conteúdo

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