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Mulheres são 'esquecidas' em programas de presidenciáveis

Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles e Jair Bolsonaro, por exemplo, dedicam poucas ou nenhuma linha para ações voltadas ao público feminino

18 ago 2018 - 05h12
(atualizado às 15h39)
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BRASÍLIA - Concorrendo em quatro chapas como vice-presidente e em duas como cabeça de chapa, as mulheres não ganharam o mesmo espaço nos programas de governo dos candidatos ao Planalto nas eleições 2018. Os programas de Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Jair Bolsonaro (PSL), por exemplo, dedicam poucas ou nenhuma linha para ações voltadas ao público feminino, de acordo com os documentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Presidenciáveis durante debate na sexta-feita, 18, exibido pela RedeTV!
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Foto: Guilherme Rodrigues/Futura Press / Estadão

Alckmin escolheu a senadora Ana Amélia (PP-RS) como vice e vem enfatizando que ela garante representatividade às mulheres na sua equipe. O programa tucano traz, no entanto, somente uma única proposta direcionada a elas: "estabelecer um pacto nacional para a redução de violência contra idosos, mulheres e LGBTI e incentivar a criação de redes não governamentais de apoio ao atendimento de vítimas de violência racial e contra tráfico sexual e de crianças". A campanha do PSDB disse que o programa ainda é uma "versão resumida".

Apesar de ter cotado a senadora Marta Suplicy (MDB-SP) como vice, Meirelles cita as mulheres apenas uma vez no programa. Ele promete "incentivar a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, respaldado pela nova lei do trabalho".

Com resistência no eleitorado feminino, Bolsonaro, que convidou a advogada Janaina Paschoal (PSL-SP) para compor chapa, tratar do tema em uma medida principal do programa: "combater o estupro de mulheres e crianças".

Na outra ponta aparecem os candidatos que dedicaram espaço maior a medidas para o público feminino - Guilherme Boulos (PSOL) e Ciro Gomes (PDT). Ambos escolheram mulheres como vices e apresentam medidas para esse público nos planos de governo. O PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, dedicou um tópico de seu plano para mulheres, assim como Marina Silva, da Rede.

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