Miriam Leitão analisa cenário eleitoral no Brasil: ‘A democracia brasileira precisa do eleitor’
Jornalista fez discurso em favor da participação popular nas urnas e alertou que vê os eleitores descontentes com a política no país
Durante a exibição do Central das Eleições, na GloboNews, a jornalista Miriam Leitão fez uma análise crítica sobre o atual cenário eleitoral do Brasil às vésperas da disputa do primeiro turno, que acontece no próximo domingo, 4. A comentarista afirmou que, mesmo diante de um cenário de descontentamento da população com a política no país, é necessária a participação nas urnas.
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“A democracia brasileira precisa do eleitor. A gente tem que dizer para o eleitor, a despeito de tudo que está acontecendo, que precisamos do eleitor. Precisamos do comparecimento, da opinião, do engajamento. Apesar de todos esses descontentamentos que naturalmente ele tem, de ir para as urnas com essa tristeza, mas ao mesmo tempo precisamos disso”, pontuou Miriam.
A jornalista ainda destacou que, historicamente, o Brasil passou por momentos difíceis na conquista do voto popular. Miriam afirmou que a manutenção da democracia “exige muito”, mas que é possível melhorar o atual cenário por meio do engajamento do eleitor nas votações.
“E mais que isso, eu sou de uma geração que lutou pelo direito do voto. Sou de uma geração que entregou vidas nesse caminho até as urna, então o direito do voto para mim é sagrado. Posso parecer romântica em um momento como esse, cheio de problemas, mas é desse jeito que a gente vai consertar a democracia. A democracia exige muito, ela não é uma coisa completa. É a construção coletiva o tempo todo. E nós estamos disfuncionais. Só que precisamos do engajamento de quem quer corrigir essas distorções”, disse Miriam, que recebeu o apoio das colegas de estúdio.
Na noite de quinta-feira, 1º, a Rede Globo realizaria o último debate com os candidatos à Presidência. Entretanto, pouco antes do início do programa, a emissora emitiu um comunicado alegando “insegurança jurídica” para realizar o encontro após decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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