Script = https://s1.trrsf.com/update-1785522911/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Lula oficializa candidatura a reeleição hoje em convenção do PT ainda sem cumprir promessas do 1º mandato

Eleito presidente da República em 2002, 2006 e 2022, o petista tentará seguir no posto em mais um mandato

2 ago 2026 - 04h58
Compartilhar
Exibir comentários
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará reeleição, podendo ir para seu quarto mandato como Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentará reeleição, podendo ir para seu quarto mandato como Presidente da República
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

 Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será oficializado como candidato à reeleição para a Presidência da República em convenção partidária do Partido dos Trabalhadores neste domingo, 2, em São Paulo. O petista já foi eleito em três oportunidades. Em todo esse período à frente do Executivo, há promessas de campanha que não foram cumpridas --e podem acabar sendo renovadas nesta corrida eleitoral.

Lula entrou no jogo político como líder sindical e metalúrgico, sendo um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) na década de 1980. Antes de ser presidente da República pela primeira vez, perdeu três eleições (1989 1994 e 1998). Foi na mudança para uma figura ‘Lulinha paz e amor’ e articulações para retomada econômica que ele conseguiu conquistar o eleitorado.

Em 2002, o Brasil enfrentava uma crise econômica, com alta inflação e desconfiança do mercado financeiro, após o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (FHC). Na chamada “Carta ao Povo Brasileiro”, na época, Lula falava sobre resgatar a soberania do país, realizar uma reforma tributária, combater a miséria e fazer uma reforma trabalhista.

Lula durante posse como presidente da República em 2003
Lula durante posse como presidente da República em 2003
Foto: Reprodução/Agência Brasil

No mandato de 2002, ele não conseguiu erradicar a fome, uma de suas promessas. Mas o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2014, durante mandato de Dilma Rouseff (PT). Depois, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL) e a pandemia de covid-19, o País retornou à listagem. E em 2025, com Lula presidente novamente, o Brasil voltou a ficar de fora do mapeamento.

Outra bandeira levantada nesse primeiro mandato era a de redução da jornada de trabalho --na época, com a discussão de reduzir de 44 horas semanais para 40 horas sem diminuir os salários. Na época, ele não teve força política frente ao Congresso para fazer a mudança geral. Anos depois, o tema segue em debate. E, agora, o tema segue vivo na busca do petista pelo fim da jornada 6x1.

A meta de gerar 10 milhões de empregos de 2002 a 2005 também não foi cumprida. O mercado melhorou, mas a meta foi cumprida quase que pela metade --com em torno de 4,6 milhões de empregos formais tendo sido criados no seu primeiro mandato. A reforma tributária, por sua vez, também veio a ser resolvida só agora, com aprovação durante seu terceiro mandato.

Segundo mandato

Lula foi reeleito presidente em 2006, vencendo Alckmin (que agora é seu vice-presidente) no segundo turno
Lula foi reeleito presidente em 2006, vencendo Alckmin (que agora é seu vice-presidente) no segundo turno
Foto: Reprodução/Agência Senado

Em 2006, Lula venceu a disputa contra Geraldo Alckmin, que na época era o representante do principal partido da oposição, o PSDB. O mesmo Alckmin que, agora, está sendo oficializado mais uma vez como seu vice-presidente. Na época, foi um mandato que se deu em contexto de desgaste político por conta do escândalo do Mensalão. Em paralelo, o mundo também lidou com uma grande recessão em 2008.

As metas propostas por Lula neste segundo mandato não foram tão específicas quanto às do mandato anterior. Mesmo assim, por exemplo, o petista conseguiu cumprir acelerar o crescimento econômico com investimentos em infraestrutura e expandiu o Ensino Público Superior e Técnico. 

O que ele não fez foi conseguir realizar uma reforma política. No caso, ele defendia a criação de uma Assembleia Constituinte exclusiva para uma reforma política e levava isso como uma das promessas de campanha. A ideia de Lula encontrou resistência no Congresso Nacional e a proposta não chegou a ir para frente.

Terceiro mandato

Lula eleito presidente em 2022, ao lado de Alckmin, seu vice
Lula eleito presidente em 2022, ao lado de Alckmin, seu vice
Foto: Reprodução/Agência Brasil

Depois da reeleição de Lula, Dilma Rousseff seguiu o projeto petista no poder – sendo presidente de 2010 a 2016, quando sofreu impeachment após ser reeleita. Lula retornou à presidência em 2022, após derrotar Jair Bolsonaro em uma tentativa de reeleição. Agora, na reta final de seu terceiro mandato, ainda há promessas de campanha pendentes.

O 'Lula 3’ conseguiu cumprir metas significantes: como fazer a tão discutida reforma tributária, zerar o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, recriar ministérios de Cultura, Previdência Social e abrir o de Povos Originários, e não privatizar o Banco do Brasil, nem os Correios e a Petrobrás. 

Em paralelo, descumpriu sua palavra de que não disputaria nas eleições de 2026. Também não conseguiu universalizar a banda larga em escolas, nem zerar filas geradas pela pandemia que foram acumuladas no Sistema Único de Saúde (SUS), nem recriar o Ministério de Segurança Pública, outras promessas da última campanha.

O plano de governo de Lula também trazia como compromisso propor uma nova legislação trabalhista de proteção social -- algo que, de forma ou outra, sempre fez parte das promessas do petista. Em meio a isso, o governo tem articulado o fim da escala 6x1, aprovada na Câmara em maio deste ano. O texto, porém, não avançou no Senado, e deve ficar como uma pendência. 

Lula tem 48% e Flávio Bolsonaro 43% em eventual segundo turno, aponta pesquisa Datafolha:
Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra