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Haddad nega problema com Ciro e diz que Lula irá ao 2º turno

Em entrevista, petista expôs pontos do governo, disse que 'muita coisa mudou' desde as eleições de 2016 e afirmou estar confiante

8 ago 2018
10h17
atualizado às 10h43
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Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, que ao lado de Manuela D'Ávila (PCdoB) integra como vice a chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, negou nesta quarta-feira, 8, que haja problemas com Ciro Gomes (PDT), principalmente após o pedetista ter sido isolado no acordo que o PT celebrou com o PSB nas eleições 2018.

"Somos amigos do Ciro e estaremos juntos no segundo turno para vencer o governo do PSDB e do Temer. Ciro está do nosso lado", disse Haddad, afirmando que se relaciona muito bem com a classe política que está muito honrado em integrar como um dos vices a chapa petista. Além disso, disse ter certeza que Lula estará no segundo turno das eleições. "Isso se não ganhar já no primeiro turno", emendou.

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, negou que haja problemas com Ciro Gomes (PDT), principalmente após o pedetista ter sido isolado no acordo que o PT celebrou com o PSB nas eleições 2018
O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, negou que haja problemas com Ciro Gomes (PDT), principalmente após o pedetista ter sido isolado no acordo que o PT celebrou com o PSB nas eleições 2018
Foto: Rodolfo Buhrer / Reuters

Haddad falou ao programa de Geraldo Freire por cerca de vinte minutos, expondo os principais pontos do programa de governo do PT para essas eleições presidenciais. "A determinação Lula é que a gente percorra o País levando sua mensagem e o programa de governo. Lula quer que o povo saiba o que será seu terceiro mandato", destacou.

Indagado se está confiante no sucesso da campanha petista neste pleito, depois de amargar a derrota para a Prefeitura de São Paulo, em 2016, Haddad justificou que houve muitas mentiras naquela ocasião e o candidato que ganhou (o tucano João Doria, candidato ao governo de São Paulo) é atualmente um dos campeões em rejeição. "Muita coisa mudou de lá pra cá", disse, destacando que hoje o Nordeste está fechado com Lula e PT, "ainda mais com reforço da Manuela (D'Ávila, do PCdoB, a outra vice na chapa petista)".

Segundo o ex-prefeito de São Paulo, é preciso levar ao povo a esperança de que haverá trabalho, emprego e educação. Haddad disse ainda que os rumos do País estão equivocados. "O povo sabe que estamos no rumo errado, temos de resgatar o emprego, a educação. Hoje o projeto do Temer e do PSDB é o maior problema do País." O petista disse ainda que o projeto em curso "não deu certo" e é preciso impedir o "desmonte" do País.

Para Haddad, o projeto de governo de Temer (foto) e do PSDB não é o certo para o País
Para Haddad, o projeto de governo de Temer (foto) e do PSDB não é o certo para o País
Foto: Reuters

Indagado sobre o projeto do presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, de militarizar as escolas, Haddad disse que não se pode achar que só militar é quem demanda respeito no País. "Não se pode usar a força para se fazer respeitar. Temos de recompor as bases da comunidade escolar", emendou.

No final da entrevista, Fernando Haddad, que também é o coordenador do programa de governo do PT, defendeu que os regimes próprios de previdência nos Estados precisam ser ajustados. "É preciso pactuar as reformas sem sacrificar os mais pobres e sem perder os direitos. Lula e Dilma (ex-presidente Dilma Rousseff) já fizeram isso."

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Estadão
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