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Campanha de Flávio diz querer transição de 2 anos no Bolsa Família para quem arrumar emprego

Daniella Marques afirmou que proposta permitirá aceitar emprego formal ou abrir negócio sem perder imediatamente o benefício

19 out 2026 - 15h34
(atualizado às 15h53)
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Daniela Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista à Rádio CBN Salvador
Daniela Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), em entrevista à Rádio CBN Salvador
Foto: Reprodução / YouTube

A coordenadora do plano econômico da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira, 19, que o candidato pretende estabelecer uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que consigam emprego com carteira assinada ou abram o próprio negócio. A declaração foi dada em entrevista à rádio CBN Salvador, na Bahia.

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"Vai ter uma regra de transição, como teve na época do presidente Bolsonaro, de dois anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar um emprego de carteira assinada", afirmou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal.

Daniella também mencionou a possibilidade de retorno automático ao Bolsa Família, mas não detalhou como funcionaria. A coordenadora não esclareceu se os beneficiários continuariam recebendo o valor integral do auxílio durante o período de transição.

"As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada", declarou.

Como funcionava a regra no governo Bolsonaro?

Durante o governo Jair Bolsonaro, o Auxílio Brasil, criado em novembro de 2021, tinha a chamada Regra de Emancipação. O mecanismo permitia que famílias com aumento de renda permanecessem no programa por até 24 meses, desde que respeitassem o limite estabelecido. Em 2022, o teto era de R$ 525 mensais por pessoa.

Porém, a possibilidade de continuar recebendo o benefício após um aumento de renda é anterior ao governo Bolsonaro. O Bolsa Família já tinha uma regra de permanência de até dois anos, regulamentada em 2010.

Quando Lula voltou ao poder, em 2023, também adotou uma transição de dois anos. Pela Regra de Proteção, famílias que aumentassem a renda poderiam continuar recebendo metade do benefício.

Em julho de 2025, o governo reduziu o prazo para até 12 meses para novos ingressantes com renda variável, desde que a renda mensal não ultrapassasse R$ 706 por pessoa. Quem já estava na regra anterior preservou as condições de até 24 meses.

O programa também prevê o Retorno Garantido, que permite solicitar a volta ao Bolsa Família em até 36 meses após o desligamento, caso a família volte a cumprir os critérios.

Fonte: Portal Terra
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