Entenda whisky de R$ 500 mil citado em debate entre Lula e Flávio
'Conta qual é o gostinho', afirmou o senador em provocação a Lula, que rebateu dizendo que a bebida deve ter ido para a casa de Flávio.
Durante debate, Flávio Bolsonaro acusou Lula de receber um whisky de R$ 500 mil de presente de Daniel Vorcaro, o que foi negado pelo presidente; o caso gerou repercussão política e investigações.
No debate presidencial desta sexta-feira (23), Flávio Bolsonaro (PL) acusou Lula (PT) de ter supostamente recebido um whisky no valor de R$ 500 mil como presente do banqueiro Daniel Vorcaro. O candidato petista negou que tenha recebido o presente.
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"Conta qual é o gostinho", afirmou o senador em provocação a Lula, que rebateu dizendo que a bebida deve ter ido para a casa de Flávio.
O contexto das mensagens
A relação entre o uísque The Macallan e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gira em torno de investigações da Polícia Federal (PF) que envolvem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro (então controlador do Banco Master) e mensagens de texto encontradas em seu celular.
Em mensagens trocadas em outubro de 2024 (período próximo ao aniversário de Lula), Vorcaro deu instruções a um assistente para localizar e adquirir no exterior uma garrafa muito rara do single malt Macallan safra 1945 — ano de nascimento de Lula.
- A encomenda: As conversas mostram o assistente localizando a bebida (que viria de Dubai) no valor de aproximadamente 80 mil euros (cerca de R$ 500 mil na época). Vorcaro respondeu "Tá ótimo" e orientou a entrega no Brasil.
- A suposta entrega: Em janeiro de 2025, o advogado Walfrido Warde enviou uma mensagem a Vorcaro afirmando ter se encontrado com o presidente e relatando: "Ele agradeceu mais uma vez o whisky e mandou um abraço".
Posicionamento e controvérsia
- O que disse Lula: Questionado em entrevista sobre a polêmica e o suposto presente do banqueiro, Lula respondeu: "Se ele me deu uísque, já bebi. Eu não fico contando quem me dá uísque. Eu ganho muita coisa, lembranças, sabe? Não sei se deu, mas, se deu, já bebi."
- Presidência (Secom): A Secretaria de Comunicação do Governo afirmou que o presidente não recebeu o presente e negou que tenha mandado recados ao ex-banqueiro.
- Impacto: O caso gerou repercussão política e desdobramentos judiciais pela discussão sobre o recebimento de itens de altíssimo valor por agentes públicos e o conflito de interesses de executivos sob investigação.
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