Embalados por Tarcísio, Derrite e André do Prado são eleitos senadores por São Paulo
Candidatos da chapa do governador mostraram a força da direita no Estado e superaram dupla da chapa de Lula
Guilherme Derrite, do Progressistas, e André do Prado, do Partido Liberal, foram eleitos senadores por São Paulo, neste domingo, 4. A dupla permanecerá no cargo até 2034.
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Derrite e Prado integram a coligação Coragem para Seguir Avançando, chapa pela reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo, e ficaram à frente das candidatas Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (REDE), da coligação Desperta São Paulo.
O apoio do atual chefe do Executivo intensificou-se após o anúncio da desistência da candidatura de Ricardo Salles (Novo) na segunda-feira, 28, a seis dias da votação.
Mas o cenário indicado pelas pesquisas nem sempre favoreceu ambos os candidatos: embora Derrite mantivesse-se na liderança da maioria dos cenários apresentados, Prado oscilou e apareceu atrás de Tebet e Marina em dados momentos da corrida eleitoral, mas sempre em empate técnico.
Ainda como pré-candidatos, Derrite e Prado apareceram juntos a Tarcísio e ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em eventos no interior de São Paulo, no que foi considerada uma sinalização de união da direita no pleito paulista.
E apesar de Derrite sempre ter sido considerado um nome certo na disputa por uma das cadeiras do Senado Federal como representante da federação União-PP, o nome para a segunda vaga foi alvo de disputa e pressão de caciques partidários.
Com o plano de contar com um candidato do Partido Liberal, a expectativa era de que o então deputado federal Eduardo Bolsonaro disputasse a vaga. Após virar alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e se mudar aos Estados Unidos, no entanto, Bolsonaro abriu mão da pré-candidatura.
Só em maio Tarcísio de Freitas confirmou que o presidente da Assembleia Legislativa de SP (Alesp) seria o outro candidato da chapa. Prado chegou a viajar aos Estados Unidos para se encontrar e buscar o apoio de Eduardo Bolsonaro.
Quem é Guilherme Derrite
Guilherme Muraro Derrite nasceu em outubro de 1984, em Sorocaba (SP), e tem 41 anos. No site do Tribunal Superior Eleitoral, a ocupação cadastrada de Derrite é a de deputado. Ele integra a chapa Coragem para Seguir Avançando.
Derrite é formado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco e serviu na Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), unidade de elite da Polícia Militar do Estado de SP (PMESP), tendo comandado pelotões entre 2010 e 2015.
Em 2018, Derrite entrou para a reserva remunerada para concorrer ao cargo de deputado federal por São Paulo, tendo sido eleito com 119.034 votos, ou 0,56% dos votos válidos. Foi reeleito em 2022, mas acabou escolhido por Tarcísio de Freitas para chefiar a Secretaria da Segurança Pública de SP.
Sob a gestão de Derrite, a Pasta chegou a registrar um aumento de 98% nos índices de morte por intervenção policial em 2024. Em 1º de dezembro de 2025, foi exonerado do cargo e retornou à Câmara dos Deputados para cumprir seu 2º mandato.
No Congresso Nacional, foi o relator do Projeto de Lei 5.582/2025, chamado de PL ‘Anti facção’ ou ainda de Marco Legal de Combate ao Crime Organizado, que estabeleceu o endurecimento de penas e da apreensão de bens de faccionados e lideranças criminosas, mas sofreu resistência por supostamente enfraquecer o poder investigativo da Polícia Federal e da União.
Os suplentes de Guilherme Derrite são Vicente Santini (Republicanos) e Julio Serson (PP).
Quem é André do Prado
André Luis do Prado nasceu em junho de 1969, em Guararema (SP), e tem 57 anos. No site do Tribunal Superior Eleitoral, a ocupação cadastrada de Prado é a de deputado. Ele integra a chapa Coragem para Seguir Avançando.
Formado em Análises de Sistemas pela Universidade de Mogi das Cruzes, Prado deu início à carreira política ao se eleger como vereador de sua cidade natal em 1992. Foi reeleito em 1996 e, quatro anos depois, foi eleito vice-prefeito de Guararema e comandou a Secretaria Municipal da Saúde. Em 2004, se elegeu como prefeito.
Em 2010, Prado foi eleito deputado estadual com 86.346 votos, e se reelegeu nos três pleitos seguintes, em 2014, 2018 e 2022. É descrito como braço direito, pupilo e um dos aliados mais fiéis de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL.
Em março de 2023, foi eleito presidente da Alesp para o biênio 2023-2025. No cargo, presidiu a assembleia na tramitação do projeto que autorizou a privatização da Sabesp e, com a aprovação de alteração na Constituição de São Paulo, pode se reeleger, em 2025, ao segundo mandato como presidente da Casa legislativa.
Os suplentes de André do Prado são Fernando Godoy (PL) e Rute Costa (PL).
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