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"Vou defender Lula até o último recurso", afirma Haddad

Oficialmente vice na chapa do PT, ex-prefeito de São Paulo também se defendeu das acusações do MP-SP

4 set 2018
23h20
atualizado em 5/9/2018 às 07h44
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O vice na chapa do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou que o partido vai esgotar todos os recursos para defender a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Digo como vice e como advogado de Lula, vou defender o Lula até o último recurso. Enquanto houver recurso no Brasil e no exterior", afirmou Haddad, durante entrevista ao "Jornal da Record News", na noite desta terça-feira, 4.

Candidato a vice na chapa do PT à Presidência da República, Fernando Haddad 03/09/2018. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Candidato a vice na chapa do PT à Presidência da República, Fernando Haddad 03/09/2018. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Foto: Reuters

Na madrugada de sábado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro da candidatura de Lula, que foi proibido de participar, como candidato, de atos de campanha ou da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Haddad relembrou as decisões de um braço da Organização das Nações Unidas (ONU), que defendeu participação de Lula na disputa enquanto o mérito dos questionamentos da defesa do petista não são julgados no órgão, o que deve acontecer apenas no ano que vem.

"Nós temos de esgotar todos os recursos internamente para que a ONU chegue a julgar o mérito oportunamente", disse.

Haddad aproveitou também para se defender da denúncia do Ministério Público de São Paulo pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e quadrilha. A acusação da Promotoria é um novo desdobramento da investigação envolvendo a UTC Engenharia, de Ricardo Pessoa, que teria pago uma dívida de R$ 2,6 milhões da campanha de Haddad em 2012 à Prefeitura com recursos de caixa 2.

"Eu lamento que o Ministério Público se deixe usar para que um empresário corrupto se valha da vingança contra mim", disse Haddad. Segundo o petista, sua administração na Prefeitura de São Paulo teria contrariado interesses do empresário, o que despertou a vingança.

Haddad também colocou em xeque a data da denúncia. "O MP poderia ter oferecido essa denúncia há três anos, mas ofereceu agora, a um mês da eleição", disse.

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Estadão
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