Cury se pronuncia após cancelamento de debate e faz campanha contra o voto útil no 1º turno
Candidato do Avante fez críticas às posturas de Lula e Flávio Bolsonaro e citou "guerra de egos" dos adversários
O candidato à presidência Augusto Cury (Avante) se pronunciou após o cancelamento do debate na Globo, que aconteceria na noite desta quinta-feira, 1º, na sede da emissora, no Rio de Janeiro. O escritor fez duras críticas à postura dos adversários Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a quem ele atribuiu a culpa pela suspensão do encontro.
No seu discurso, transmitido em uma live em seu perfil do Instagram, Cury fez críticas ao voto útil e usou os quase dez minutos ao vivo para pedir votos e criticar os rivais na corrida presidencial. As ações de Lula e Flávio foram chamadas de “guerra de ego”, pelo candidato do Avante.
“Não faça voto útil, no dia 4 vote no seu futuro. Não vote nessa guerra de egos que Lula e Flávio estabeleceram neste país. Não aceitem calar a sua voz, a voz dos seus amigos”, disse Augusto Cury na transmissão.
O candidato seguiu falando sobre sua trajetória e alegou que tem sido “sabotado” pelas redes sociais, sem explicar com detalhes a fala. Após a transmissão, Cury falou com jornalistas em uma coletiva, assim como todos os cadidatos que estiveram na emissora.
"Será que estamos precisando de um psiquiatra nesse teatro da política?", questionou Cury. O candidato também criticou o posicionamento de "protagonismo" do Supremo Tribunal Federal (STF), citando as motivações do cancelamento do debate.
O STF é o alicerce da democracia. Um alicerce tem que ser distreto. Ninguém sabe o nome de um ministro da Suprema Corte americana. Mas no Brasil nós sabemos que quase todos, e fora do país também. Na verdade, o STF ganha um protagonismo completamente desproporcional, beira a um colapso da democracia, infelizmente".
Entenda o cancelamento do debate na Globo
A Globo afirmou que decidiu cancelar o programa depois de receber decisões judiciais que alteraram regras acertadas anteriormente com as campanhas.
Uma delas partiu da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após pedido da coligação de Lula. A decisão proibiu a Globo de manter no cenário um púlpito vazio identificado com o nome do presidente, que não participaria do debate, e de permitir perguntas destinadas a ele.
Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos (Missão), contrariando entendimento anterior do presidente do TSE, Kássio Nunes Marques.
Em nota, a Globo afirmou que as decisões tomadas pouco antes do programa causaram “insegurança jurídica” e interferiram nas regras previamente acordadas.
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