Aos 80 anos, Lula leva 'mar vermelho' para Av. Paulista, em São Paulo, para encerrar campanha
Presidente, que tenta a reeleição, reuniu apoiadores e lideranças políticas na capital paulista
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou neste sábado sua última campanha presidencial com uma caminhada pela Avenida Paulista, em São Paulo. Aos 80 anos, o presidente reuniu apoiadores e lideranças políticas no último dia de mobilização antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo, 25.
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A agenda do candidato começou pela manhã na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e terminou à tarde na capital paulista. A caminhada na Paulista reuniu o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e outras figuras políticas, entre elas Fernando Haddad e Simone Tebet. Os apoiadores acompanharam o percurso com bandeiras, músicas e muita energia.
Lula chegou à Avenida Paulista pouco antes das 16h, acompanhado também de Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Por volta das 18h20, deixou o local.
A mobilização tomou conta de boa parte da avenida -- ao menos 10 quarteirões foram tomados pelos apoiadores. Durante o ato, Lula comparou a mobilização do segundo turno à campanha presidencial de 1989, marcada pela participação popular e pela disputa acirrada entre os candidatos.
"Estamos terminando uma campanha de segundo turno que tem só uma similar, a de 1989. A campanha de 1989 foi a campanha possivelmente a mais emocionante, pela participação da sociedade", afirmou.
"E, neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político, que a eleição é de pessoas que se preocupam com o país, que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas, de pessoas que não querem que miliciano vá para o Palácio do Planalto", disse.
"Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno. Hoje em todos os municípios do Amazonas teve mobilização. É o povo que está organizando, e não partidos", declarou. "Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. Estou convencido que a sociedade brasileira quer mudança estrutural, que faça o Brasil caminhando no caminho certo, a sociedade brasileira não quer retrocesso".
Cartazes criticam Bolsonaro e lembram pandemia
Os apoiadores começaram a chegar aos arredores do Museu de Arte de São Paulo (Masp) ainda no início da tarde. Por volta das 13h30, a região já estava tomada por manifestantes, que exibiam cartazes com mensagens políticas.
Entre os cartazes, havia críticas à possibilidade de volta da ditadura militar, corte de direitos e ampliação do crime organizado caso Flávio Bolsonaro vença a eleição. Também havia mensagens em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e homenagens às vítimas da covid-19 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ato histórico
A Avenida Paulista também recebeu atos de apoio a Flávio Bolsonaro durante o segundo turno. Em 18 de outubro, uma manifestação em favor do candidato reuniu cerca de 71,8 mil pessoas no momento de maior concentração, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP, do Cebrap e da ONG More in Common.
Já no ato de Lula realizado em 11 de outubro, os apoiadores ocuparam os 18 quarteirões da avenida, entre as regiões do Paraíso e da Consolação, com maior concentração em 12 deles. Na ocasião, a campanha não autorizou o uso do drone dos pesquisadores para estimar o público, alegando motivos de segurança. No entanto, a campanha afirmou ter reunido mais de 1 milhão de pessoas.
A caminhada na Avenida Paulista marcou o último ato da campanha de Lula à reeleição. Na terça-feira, 20, durante um evento em São Luís (MA), o presidente já havia afirmado que esta seria sua última campanha presidencial e que gostaria de fazer um mandato histórico. O encerramento, no entanto, não desanimou os eleitores, que dispersaram já pela noite ao som de "Lula lá".

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