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Eleições 2026: os resultados do primeiro turno em gráficos

7 out 2026 - 15h38
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Resumo
Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno presidencial com 47% dos votos contra 45,2% de Lula, vencendo no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com vitória crucial em Minas Gerais. Lula dominou o Nordeste e grande parte do Norte e da Europa. A abstenção atingiu o recorde de 21%. O pleito também consolidou o avanço do bolsonarismo no Congresso: o PL formou as maiores bancadas na Câmara (121 deputados) e no Senado (28 membros) desde 1988, enquanto o PT de Lula elegeu 70 deputados federais.

Confira como os brasileiros votaram para presidente em cada região e o que mudou no Congresso, agora mais favorável ao PL de Flávio Bolsonaro.Flávio Bolsonaro saiu na frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto. O senador e candidato pelo PL obteve 47% dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 56,1 milhões de votos, 2,2 milhões a mais do que o petista, com 45,2%.

Flávio Bolsonaro saiu na frente na disputa pelo Planalto, com 47% dos votos válidos no primeiro turno, contra os 45,2% de Lula
Flávio Bolsonaro saiu na frente na disputa pelo Planalto, com 47% dos votos válidos no primeiro turno, contra os 45,2% de Lula
Foto: DW / Deutsche Welle

Flávio liderou a contagem em 14 estados e no Distrito Federal, aparecendo à frente em todas as unidades federativas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Já Lula registou mais votos que Flávio em 12 estados — todos os nove da região Nordeste e três da região Norte.

Na comparação com o primeiro turno de 2022, Lula perdeu a liderança nos estados do Tocantins e de Minas Gerais, que desta vez concederam mais votos para um candidato da família Bolsonaro.

A votação em Minas Gerais, vencida pelo petista tanto no primeiro quanto no segundo turno da eleição presidencial de 2022, é historicamente considerada crucial. Isso porque, desde a redemocratização, nunca um presidente foi eleito sem ganhar a disputa em Minas — o que sugere que essa derrota pode custar caro a Lula.

Como votaram os brasileiros no exterior?

Fora do Brasil, onde estão mais de 900 mil eleitores aptos a votar, Lula venceu com 47,6% dos votos válidos contra 43,5% de Flávio. Mas a abstenção dessa parcela do eleitorado foi especialmente alta: quase 63% não compareceram às urnas. Em 2022, a abstenção havia sido de 51,7%.

Nos Estados Unidos, maior colégio eleitoral de brasileiros no exterior, com mais de 265 mil aptos a votar, Flávio venceu com 61%. O candidato do PL também se saiu melhor na maioria dos países da América Latina.

A taxa de comparecimento dos brasileiros às urnas nos EUA foi menor este ano em relação a 2022. Ali, a abstenção ficou em 71,55%, contra 63,3% em 2022. Autoridades e representantes da comunidade brasileira atribuíram isso ao medo de brasileiros em situação migratória irregular de se depararem com agentes do ICE, a polícia migratória de Donald Trump.

Já na Europa, que reúne mais de 400 mil eleitores brasileiros, Lula venceu em praticamente todos os países. O petista foi o mais votado inclusive em Portugal, que tem a segunda maior diáspora de brasileiros, atrás apenas dos EUA.

Já Flávio venceu com ampla margem no Japão, país com o terceiro maior grupo de eleitores brasileiros.

Os votos para os dois candidatos foram mais equilibrados na África, continente com menor contingente de brasileiros.

A campanha de Lula agora terá como desafio atrair eleitores que optaram por outras candidaturas minoritárias (9,3 milhões), não escolheram ninguém (quase 6 milhões) ou não saíram de casa para votar (33,4 milhões).

No caso das candidaturas minoritárias, duas das três de maior projeção — Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), que somaram quase 5,3 milhões de votos — são de direita.

A abstenção no primeiro turno tem crescido desde 2006 e desta vez atingiu seu maior patamar desde 1998, com 21%.

Somadas as abstenções e os votos brancos ou nulos, praticamente um em cada quatro eleitores não escolheu um candidato.

Como ficou o Congresso?

Forças de direita, especialmente do bolsonarismo, avançaram na Câmara dos Deputados e no Senado.

A campanha ao Senado era uma prioridade da ultradireita porque é a instituição quem tem poderes para nomear e remover ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de seus cargos. Essa pauta está no topo da agenda do bolsonarismo desde que a corte condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe.

O PL de Flávio elegeu 19 senadores. Somadas as cadeiras já conquistadas em 2022, o partido terá 28 senadores — a maior bancada de uma sigla desde a Constituição de 1988.

Além dos eleitos pelo PL, candidatos alinhados ao bolsonarismo também foram eleitos neste domingo por outras legendas. É o caso de Deltan Dallagnol (Novo), no Paraná; Marcel van Hattem (Novo), no Rio Grande do Sul; e Guilherme Derrite (PP), em São Paulo.

Na Câmara, o PL de Flávio também elegeu a maior bancada: 121 deputados, 22 a mais que em 2022.

Com isso, o PL terá 121 das 513 cadeiras na Casa — aqui, também, um recorde desde a Constituição de 1988.

O PT de Lula, por outro lado, ficou bem abaixo disso, com 70 mandatos, dois a mais que em 2022. Mas, graças a uma federação formada com PCdoB e PV, somará um total de 88 deputados.

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