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'Romanceiro da Inconfidência': conheça o livro que ministra do STF diz carregar para todos os lugares

Citado por Cármen Lúcia, obra é da escritora Cecília Meireles, uma das mais aclamadas poetisas brasileiras

1 ago 2026 - 04h58
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O 'Romanceiro da Inconfidência' foi citado pela ministra do STF Cármen Lúcia como um dos livros que carrega para todos os lugares.
O 'Romanceiro da Inconfidência' foi citado pela ministra do STF Cármen Lúcia como um dos livros que carrega para todos os lugares.
Foto: Divulgação/Flip

Citado pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia como um dos livros que carrega para todos os lugares, o Romanceiro da Inconfidência é uma obra da escritora Cecília Meireles (1901-1964), uma das mais aclamadas poetisas brasileiras.

Publicado pela primeira vez em 1953, a coletânea de poemas conta a história de Minas Gerais, do início da colonização no século 17 até a Inconfidência Mineira em 1789. A obra é dividida em cinco partes e conta com 85 romances ou poemas de caráter narrativo.

Nos versos, a poetisa traz personagens históricos, como Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, Tomás Antônio Gonzaga, Chica da Silva, D. João V, entre outros. É uma obra que faz parte da segunda fase do modernismo brasileiro, também conhecida como a fase da reconstrução.

Por que a ministra citou o livro?

Cármen Lúcia comentou sobre o Romanceiro da Inconfidência durante coletiva de imprensa na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao responder uma pergunta sobre a relação entre a literatura e o direito, ela comentou sobre a obra de Cecília Meireles.

"O livro que eu mais carrego, seguramente, é o Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles. Narra muito melhor as passagens dos conjurados e nos faz pensar muito mais sobre sentenças, sobre o papel dos juízes, do que muitas obras de história", disse na ocasião.

"A literatura e o direito andaram casados sempre. É isso que nos leva, talvez, com tanta frequência, a usarmos tanto a arte e a arte literária como fonte de explicações", afirmou ainda Cármen Lúcia. "Esta ligação que tem da arte com o direito e o nosso empenho para que a arte seja sempre garantida. Este é o espaço democrático que sinaliza se nós temos uma democracia verdadeira", completou.

Cármen Lúcia diz que nova desconfiança da urna eletrônica é ‘resmungo’: ‘Não acredito que alguém em sã consciência precise de prova’:

Na Flip, a ministra foi convidada para uma mesa de debate do programa principal para falar sobre o seu novo livro Pela Mão do Povo - Voto e democracia no Brasil (Bazar do Tempo), assim como dos recentes ataques à democracia brasileira. Escrito em parceria com a historiadora Heloisa M. Starling e a pesquisadora Nayara Corrêa Henriques Pinto, a obra da ministra aborda a construção do direito ao voto.

A repórter viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026.

Fonte: Portal Terra
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