MEC propõe matrícula dupla para alunos deficientes no Rio
5 abr2011 - 19h47
(atualizado às 19h48)
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O ministro da Educação, Fernando Haddad, confirmou nesta terça-feira que o Instituto Benjamin Constant (IBC) e o Instituto Nacional de Educação para Surdos , que atendem crianças e jovens com deficiência visual no Rio de Janeiro, não serão fechados. Haddad participou de reunião com as diretoras das duas instituições, em Brasília, quando ficou definida uma parceria para que os alunos possam também frequentar a rede regular de ensino.
A polêmica teve início no mês passado, quando uma diretora do Ministério da Educação (MEC) propôs ao Ines e ao IBC que o ensino básico das duas instituições fosse fechado até o fim de 2011 e os alunos, incluídos na rede regular de ensino. Essa orientação faz parte da política do MEC de inclusão de alunos com deficiência nas escolas regulares. Desde 2000, o número de estudantes com deficiência matriculados em escolas públicas cresceu 493%.
Haddad afirmou, entretanto, que o estudante não será obrigado a sair do IBC ou do Ines. O plano do MEC, acordado com as duas instituições, é que seja oferecido ao aluno a possibilidade de frequentar, no turno contrário, o ensino regular com matrícula no Colégio Pedro II, que também é federal. Essa parceria deverá começar em 2012 porque a escola precisa se preparar para atender o aluno com necessidades especiais, caso esse seja o desejo da família.
"O que queremos é oferecer oportunidades educacionais adicionais", disse Haddad. O Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) permite a dupla matrícula de estudantes com deficiência. As duas instituições de ensino, seja a regular ou a de atendimento exclusivo, receberão os recursos do ministério.
"Hoje, as escolas estão muito mais abertas à diversidade do que no passado. E isso enriquece nosso sistema educacional. Nós sabemos que há bullying contra gays, cegos, mas se quisermos educar nossas crianças e jovens, temos que educá-las para o convívio com a diferença porque é isso que vai enriquecer a trajetória de todos, não é por meio do isolamento que vamos construir uma sociedade tolerante", disse o ministro.
Agora, as representantes do Ines e do IBC levarão a proposta à comunidade escolar para levantar qual é a demanda das famílias pela inclusão dos alunos também na rede regular. Segundo Solange Rocha, diretora do Ines, a proposta é um desafio a ser enfrentado e precisa ser amadurecida. "Em tese, ninguém pode ser contra garantir vagas nas escolas públicas para os alunos que sempre estiveram à margem. Mas o que é responsabilidade dos dois institutos é como a gente vai contribuir para essa política com toda a experiência dessas instituições centenárias", disse Solange.
O Ines tem cerca de 400 alunos matriculados no ensino básico e o IBC, mais 340. O Colégio Pedro II já atende, no ensino médio, os alunos cegos que estudaram no IBC durante o ensino fundamental, mas tem pouca experiência no atendimento a surdos. As três instituições trabalharão juntas em 2011 para estabelecer quais serão as necessidades de adaptação. Como o Ines oferece curso superior de licenciatura em Língua Brasileira de Sinais (Libras), uma possibilidade é pagar aos graduandos uma bolsa de iniciação à docência para que eles trabalhem no Colégio Pedro II com os estudantes surdos.
"É uma proposta novíssima, mas nos comprometemos de imediato e vamos, mais uma vez, aceitar o desafio proposto pelo MEC. Nosso desafio maior será em relação aos alunos surdos. Evidente que o nosso trabalho de parceria será indispensável e vamos nos reunir, quando chegarmos no Rio, para traçar um plano de trabalho", afirmou a diretora Vera Maria Rodrigues.
A escola também realiza atividades externas, como esportes radicais
A escola informou que privilegia o contato com a natureza como forma de educar
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
A designer de interiores Daniela de Assis Ferreira, mãe da aluna Izabela, 10 anos, aprova a formação dada pela escola de Minas Gerais
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
A diretora do instituto da Criança de Belo Horizonte, Margarida Lélis Figueiredo, aposta no contato com a natureza como diferencial na formação dos alunos
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
A escola conta com um zoológico com mais de 100 animais, como araras, pavões, tartarugas e coelhos
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Segundo a escola, as crianças aprendem que o mesmo cuidado que se deve ter com os animais e com as plantas, deve ser mantido em relação aos colegas
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Além do zoológico, a escola conta com um espaço onde são cultivadas árvores frutíferas
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
As crianças aprendem a plantar as ávores e a forma de cultivo
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
A escola atende cerca de 600 alunos na região centro-sul de Belo Horizonte
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
De acordo com a escola, o contato com a natureza faz com que as crianças aprendam na prática as lições ensinadas em aula
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Espaço na escola reúne diversas espécies de animais
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Crianças brincam em parquinho montado nas proximidades do minizoológico
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
Parquinho para crianças em escola de Belo Horizonte foi construído em meio a árvores
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra
A escola Apoena, em Londrina (PR), também aposta no contato com a natureza para atrair os alunos
Foto: João Fortes / Especial para Terra
A instituição atende 140 crianças no berçário, educação infantil e ensino fundamental
Foto: João Fortes / Especial para Terra
A escola tem uma estrutura preparada para receber animais, doados ou emprestados por pessoas que admiram o interesse das crianças pelos bichos
Foto: João Fortes / Especial para Terra
O cuidado com as plantas também faz parte do aprendizado dos alunos, que cultivam uma horta montada na escola
Foto: João Fortes / Especial para Terra
A mascote dos alunos é a cachorra Lila, uma Cocker de 14 anos, moradora da escola
Foto: Divulgação
O animal circula livremente pelo quintal e recebe cuidados das crianças
Foto: Divulgação
Desde pequenos, alunos aprendem a cuidar das plantas na horta da escola
Foto: Divulgação
Crianças montaram até um "insetário" onde são apresentadas as espécies
Foto: Divulgação
Mãe de duas alunas, Letícia Figueiredo afirma que a escola proporciona aprendizados e brincadeiras que têm se perdido ultimamente
Foto: Divulgação
As aulas de robótica fazem parte da grade curricular do Colégio Apoio, em Recife (PE), a partir do sexto ano
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Alunos apresentam trabalho criados nas aulas de robótica em escola de Recife
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Estudantes se preparam para dois concursos internacionais de robótica que vão participar este ano, nos Estados Unidos e na Turquia
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Ter espírito empreendedor, encarar os desafios, gostar de pesquisas e ser dedicado são requisitos para participar das competições
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Segundo a escola, as aulas de robótica auxiliam na formação dos alunos
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Estudantes criam robôs para participar das competições internacionais
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Aluno mostra com orgulho os materiais criados nas aulas de robótica
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Escola aponta que as aulas de robótica são importantes na preparação dos jovens para o futuro
Foto: Celso Calheiros / Especial para Terra
Segundo a professora Érica Stier, os alunos voltam para a sala de aula com empolgação para aprender os conteúdos
Foto: Divulgação
A Escola Educativa, em Londrina (PR), inseriu a disciplina de empreendedorismo na grade curricular há cerca de 10 anos
Foto: João Fortes / Especial para Terra
Na formação dos empreendedores mirins, a escola realiza uma atividade de simulação da criação de empresas
Foto: Divulgação
Em uma feira, no próprio colégio, os alunos montam seus espaços e vendem produtos para pais e professores
Foto: Divulgação
Alunas escolheram vender lenços e montaram seu espaço na feira organizada pela escola
Foto: Divulgação
Segundo a escola, alunos ficam mais participativos em aula com as atividades de empreendedorismo
Foto: Divulgação
A escola também realiza atividades externas, como esportes radicais
Foto: Divulgação
Alunos realizam atividades para aprender a superar desafios
Foto: Divulgação
As crianças e adolescentes da escola aprendem não apenas como gerir um negócio, mas também valores como ter autonomia e vencer os medos