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Após falência, gráfica que imprimiu prova do Enem por uma década leiloa bens

Gráfica e Editora RR Donnelley vai levar a leilão imóveis, veículos e maquinários, em um negócio que pode movimentar R$ 224,1 mi

14 dez 2022 - 15h10
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Em imagem de abril de 2019, funcionários da RR Donnelley protestam em frente à gráfica após anúncio de falência
Em imagem de abril de 2019, funcionários da RR Donnelley protestam em frente à gráfica após anúncio de falência
Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO / Estadão

A Gráfica e Editora RR Donnelley, que teve falência decretada há três anos, vai levar a leilão imóveis, veículos e maquinários, em um negócio que pode movimentar R$ 224,1 milhões. A empresa foi uma das maiores gráficas especializadas em livros e materiais didáticos no País, sendo responsável, inclusive, pela impressão das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre 2009 e 2018.

A RR Donnelley paralisou todos os trabalhos em 2019 sob alegação de que não conseguiria mais atuar sob as condições adversas do mercado. Na época, a gráfica afirmou ser vítima da crise do mercado editorial no Brasil - que também derrubou grupos de peso, como Abril e Saraiva - e que não tinha condições de arcar com o pagamento dos mais de 600 funcionários.

Empresa foi contratada pelo governo pela primeira vez em 2009

A gráfica foi contratada pelo governo pela primeira vez em 2009, durante a gestão Lula, quando a prova foi roubada e cancelada após denúncia do jornal O Estado de S. Paulo. Depois houve apenas duas licitações, em 2010 e em 2016, ambas vencidas por ela. Os contratos com o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais (Inep), ligado ao Ministério da Educação, tinham duração de cinco anos. Posteriormente surgiram denúncias de que funcionários do Inep teriam direcionado a licitação para favorecer a empresa.

Imóvel avaliado em R$ 108 milhões em Osasco está entre ativos

O conjunto de bens que será levado a leilão está espalhado por São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. O ativo mais expressivo é o imóvel industrial de 30 mil metros quadrados em Osasco (SP) e avaliado em R$ 108,3 milhões. Há outro imóvel industrial, em Blumenau, com 33 mil metros quadrados, e avaliado em R$ 56,8 milhões; e dois conjuntos comerciais em Recife (PE), no valor de R$ 3 milhões. Fora isso, há também um lote de veículos, maquinários e outros equipamentos industriais em Barueri (SP) avaliados em R$ 56 milhões.

O leilão será realizado no dia 10 de janeiro em primeira chamada e será encerrado no dia 20 de janeiro, prosseguindo para a segunda chamada que se encerra no dia 30 de janeiro, e por fim, a terceira chamada, que encerrará no dia 13 de fevereiro, a partir das 14h30. Os leilões serão conduzidos por Fernando Cerello, leiloeiro oficial da Mega Leilões.

Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 14/12/2022, às 08h43

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Estadão
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