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Como escolher a faculdade e o curso ideal? Veja dicas

Conheça os principais pontos a serem avaliados antes de definir a primeira graduação

28 ago 2023 - 22h10
(atualizado às 22h16)
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Está aberta a temporada de inscrições para os principais vestibulares do País, o que significa que os estudantes do terceiro ano do ensino médio precisam tomar uma das decisões mais importantes de suas vidas acadêmicas: a escolha da graduação.

Universidade do Hospital Israelita Albert Einstein que oferece cursos como medicina, enfermagem, fisioterapia e odontologia
Universidade do Hospital Israelita Albert Einstein que oferece cursos como medicina, enfermagem, fisioterapia e odontologia
Foto: Divulgação Einstein / Estadão

O peso ilusório de que o curso escolhido aos 17 ou 18 anos será a principal fonte de renda pelo resto da vida pode causar muitas dúvidas nos alunos. Por isso, é importante ter em mente que "a graduação é apenas uma etapa de algo maior que planejamos a longo prazo, e que não existe uma escolha só para toda a vida; e muito menos uma escolha certa ou errada. O que existe é uma escolha bem informada", explica André Meller, coordenador e orientador pedagógico da Escola Carandá Educação.

Segundo o coordenador, existem três aspectos fundamentais que devem ser levados em consideração antes de definir qual faculdade fazer: autoconhecimento, informação curricular e vivência de mercado.

O primeiro passo para o autoconhecimento é fazer uma autoavaliação: o que mais lhe interessa na escola? Quais são os temas que você possui facilidade? Quais são as suas principais habilidades? Qual é a sua maior dificuldade? Isso pode te limitar em alguma profissão?

O autoconhecimento é uma ação que extrapola as experiências escolares. Portanto, considere também as vivências do dia a dia, os hobbies (como praticar esportes, jogar videogame e cozinhar, por exemplo) e a visão que as pessoas ao seu redor têm de você.

Após avaliar esses pontos e definir algumas opções de curso, é hora de pesquisar, e muito. Conferir as diretrizes curriculares nacionais definidas pelo Ministério da Educação (MEC) para o curso desejado pode ser um bom norte. Depois, vale a pena checar no portal e-MEC quais são as instituições com as melhores pontuações no Conceito Preliminar de Curso (CPC) - um indicador do MEC que avalia a qualidade dos cursos a partir da infraestrutura, dos recursos didáticos e pedagógicos e do corpo docente da instituição.

Grade curricular

A próxima etapa de pesquisa é analisar a grade curricular e o formato de vestibular das instituições de sua preferência. E chegamos, então, no último item da tríade: vivência de mercado. Procure conhecer, de maneira mais global, como é a rotina profissional do curso escolhido, quais são as possibilidades de atuação, qual é a média salarial e como essa profissão se relaciona com outras áreas de atuação.

Na Escola Nossa Senhora das Graças, conhecida como Gracinha, os alunos do ensino médio realizam essa análise com o suporte do Projeto de Vida, uma matéria implementada na grade curricular desde o primeiro ano do ensino médio.

No início do projeto, os estudantes analisam seus sonhos individuais e coletivos a partir de uma perspectiva ética, e passam por um menu degustação das grandes áreas de conhecimento, divididas em três itinerários: Ciências humanas e sociais aplicadas (área de maior interesse entre os alunos da escola), Ciências da natureza e matemática, e Linguagens.

Ao final do primeiro ano, o adolescente escolhe uma área de conhecimento para se aprofundar e começa a cursá-la no segundo ano. É possível trocar de área apenas uma vez, no meio ou no final da segunda série. Mas isso não ocorre com frequência: apenas 5 a 7% dos alunos mudam de área.

Ao longo dos dois anos de itinerário, os alunos pesquisam sobre a área de conhecimento escolhida, avaliam as possibilidades de atuação profissional, entrevistam profissionais atuantes no mercado e visitam instituições de ensino superior. "Na segunda e na terceira série, os alunos vivenciam ainda estágios sombras. Isto é, visitam profissionais da área de interesse e experimentam um pouco da rotina de trabalho", conta Paulo Rota, coordenador pedagógico e orientador educacional do colégio.

A escola também oferece matérias eletivas que podem complementar o itinerário ou ampliar o estudo para outras áreas de conhecimento. Mais na linha do preparo para o vestibular, os estudantes ainda encaram diversos simulados ao longo dos anos, que exploram o modelo Fuvest, o formato Enem e configurações variadas de acordo com as universidades particulares de maior interesse entre os alunos.

Veja abaixo alguns direcionamentos sobre as diferentes áreas e a história de quem escolheu por cursá-las.

Ciências biológicas e saúde

A área de ciências exatas engloba desde cursos mais tradicionais, como as engenharias, até os mais modernos, como o de jogos digitais - todos seguindo os avanços tecnológicos e os impactos que isso tem para a sociedade.

Nesse aspecto, uma das escolhas mais representativas da área é a engenharia mecânica. "Atrai estudantes que gostam de automóveis, aviões, foguetes, robótica, energias renováveis, materiais, impressão 3D, processos de transformação e atividades relacionadas à indústria e à simulação", afirma João de Sá Brasil Lima, coordenador do curso no Instituto Mauá de Tecnologia.

Foi essa atuação ampla que despertou o interesse de Amanda Souza Fernandes, aluna do último semestre. "Pude desenvolver diferentes conhecimentos e capacitações, uma vez que a grade curricular contempla projeto de maquinários, termodinâmica, dinâmica dos fluídos e outras físicas que me proporcionaram um panorama da área".

Já para Pedro Bissolotti Vendrasco, estudante do terceiro ano de engenharia química no Instituto Mauá, foi a especificidade da área que lhe brilhou os olhos. Após analisar a grade curricular, desistiu de fazer o bacharel em química, por ser mais teórico, e decidiu apostar na engenharia química, que aborda a efetiva resolução de problemas associando conceitos matemáticos e químicos.

"Um dos principais conselhos que daria para quem se interessa por engenharia química é pesquisar muito sobre o curso e sobre suas diferenças com áreas semelhantes, como a própria química. Apesar de não parecer, são áreas que abrangem aplicabilidades muito distintas", reforça.

Para quem pensa em unir o gosto pela matemática com a diversão, estudar jogos digitais pode ser uma boa opção. "É um curso abrangente. Os alunos e alunas aprendem sobre o processo de desenvolvimento de um jogo como um todo (brainstorming, roteiro, desenho, modelagem, animação, programação, desenvolvimento na engine, som, monetização, entre outros) de forma prática, com conhecimento atualizado, principalmente relacionado a tecnologia", explica Giovanna Saggiomo, coordenadora do Bacharelado em Jogos Digitais do Centro Universitário Senac - Santo Amaro.

Para Felipe Andrey Miranda Nunes, recém-formado no curso do Senac, o mercado de jogos carece de profissionais que possuam essa visão mais ampla. "Precisamos de pessoas que saibam contar, escrever, programar, desenhar, modelar e estruturar boas histórias, para que, aqueles que forem experimentá-las jogando, possam emergir e se sentir importantes para o mundo".

A infraestrutura e a grade curricular do Senac foram decisivos na escolha de Isadora Natividade de Lara. Após quase um ano depois de formada, Isadora relembra os dias de graduação com nostalgia. "Entrei com muitos receios e inseguranças, que foram se desfazendo ao longo do curso. Fazer jogos é totalmente diferente de jogar, e digo isso num bom sentido! Se você é uma pessoa criativa que ama jogos, vá sem medo".

Gestão e Administração

Com uma mescla equilibrada de competências relacionadas tanto às ciências humanas quanto às ciências exatas, a Administração é o curso ideal para quem deseja desenvolver habilidades técnicas, sociais e emocionais para lidar com problemas complexos - e tentar resolvê-los por meio da administração de pessoas, recursos e processos.

Segundo o professor e coordenador do curso de administração de empresas da FGV EAESP, Renato Guimarães Ferreira, os alunos que escolhem cursar administração precisam se sentir à vontade para trabalhar com métodos quantitativos e qualitativos, suportados por uma visão de mundo ampla e sistêmica.

"Nosso curso oferece uma gama de oportunidades para o aluno desenvolver suas competências, além daquelas diretamente relacionadas ao curso em si. Temos oferta de turmas inteiramente em inglês, oportunidades de intercâmbio em mais de cem escolas internacionais, possibilidade de dupla graduação com os cursos de Direito e Economia, possibilidade de dupla titulação com escolas parceiras no exterior", destaca Ferreira.

Foi essa multiplicidade que atraiu Gabriela Nari Hwang. "Muitas pessoas vão atrás de uma carreira específica, mas minha vontade sempre foi a de ser alguém relevante, que pudesse impactar a vida das pessoas. Sabia que para me tornar uma futura líder, precisaria ter uma formação de excelência", conta a aluna do sexto semestre do curso. No fim, a decisão deve ser baseada no que você deseja para o futuro. A faculdade é um local para se descobrir, então vá atrás de uma que incentive isso em você".

Estadão
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