Psicólogos concordam: trabalhar muito ajuda, mas o mais importante é se dar bem com o chefe
As habilidades sociais para melhorar as relações com os chefes pesam mais do que muitos imaginam
Há uma crença muito difundida de que, se você se esforça no trabalho, chega mais cedo e sai mais tarde, o sucesso profissional vem sozinho. É uma ideia bonita. Mas vários estudos psicológicos demonstram que isso é falso.
Segundo a conclusão dos psicólogos, o que realmente determina se um funcionário será promovido, se será bem avaliado ou se simplesmente sobreviverá aos cortes de pessoal em uma empresa não é apenas o que ele produz. Tem muito a ver com a relação que ele tem com seu chefe e com outros funcionários. E isso depende, em grande medida, de suas habilidades sociais e da relação que existe entre eles.
Desde os anos 1970, pesquisadores estudam algo chamado LMX ou Leader-Member Exchange (Teoria da Troca Líder-Membro). A ideia por trás dessa teoria é simples: os chefes não tratam todos os funcionários da mesma forma. Com alguns, eles constroem uma relação de confiança, apoio e acesso a oportunidades, enquanto com outros mantêm um vínculo mais frio e distante. Segundo um estudo de Josephine Campbell, essa diferença tem consequências diretas nas avaliações de desempenho, nas promoções e no desenvolvimento profissional.
O mais chamativo dos diferentes estudos realizados é que a qualidade dessa relação prevê o sucesso profissional com mais precisão do que se imaginaria. Pesquisas sobre a persistência do fenômeno LMX realizadas na Universidade de Portland mostram uma clara ligação entre as avaliações dos supervisores sobre a possibilidade de promoção, a progressão salarial e...
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