Esta empresa está há mais de 100 anos sem demitir absolutamente ninguém; depois de superar a crise de 2008 e a pandemia, agora enfrenta a IA
Eles superaram crises financeiras como a Grande Depressão, a crise de 2008 e a pandemia
Fundada em 1925, a fabricante de xaropes Torani atingiu 500 funcionários e 800 milhões de dólares em receita preservando um marco histórico: nunca realizou demissões, superando a Grande Depressão, a crise de 2008 e a pandemia. Para manter sua cultura focada nas pessoas, a empresa chegou a recusar uma parceria com a Starbucks. Contudo, a companhia agora enfrenta o temor de sua equipe perante a inteligência artificial, vista como uma ameaça sem precedentes à estabilidade dos empregos.
A empresa foi fundada em 1925, e sua maior conquista não é ter permanecido ativa desde então, superando grandes crises financeiras como a Grande Depressão, a crise de 2008 ou a provocada pela pandemia. O que torna a Torani — especializada na produção de xaropes para cafés e outras bebidas — especial é o fato de ter atravessado todas essas tempestades sem demitir ninguém.
Surpreendentemente, o maior receio surge agora diante de uma inteligência artificial que representa mais do que uma crise: é um "rolo compressor" de empregos, no qual a automação de processos pode eliminar milhões de postos de trabalho que se tornam redundantes. Mesmo com a promessa de manter todos os funcionários, nem uma trajetória histórica como a da empresa consegue tranquilizar a equipe.
Um século driblando crises
Quando Melanie Dulbecco chegou à Torani, em 1991, a empresa operava com apenas nove funcionários e um faturamento anual de cerca de 700 mil dólares (aproximadamente R$ 3,5 milhões na cotação atual). Desde então, cresceu até atingir 500 trabalhadores e 800 milhões de dólares (cerca de R$ 4 bilhões na cotação atual) em receita, mas fez isso evitando as respostas convencionais das grandes corporações.
Quando a Starbucks propôs uma parceria para a fabricação de xaropes, a empresa analisou a viabilidade desse futuro com estudantes de Stanford e concluiu que aceitar a oferta a levaria a uma espiral de corte de custos, o que acabaria com a marca e sua filosofia.
Tudo o que fazem se resume a essa máxima; ...
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