Ben Mann, cofundador da Anthropic: "Há 20 anos eu teria matriculado minha filha nas melhores escolas; hoje, acredito que isso já não importa"
A formação acadêmica perderá seu papel central em um mundo condicionado pela IA, segundo um dos fundadores da Anthropic
A inteligência artificial está moldando o presente em um ritmo tão acelerado que mal conseguimos perceber que aquilo que até poucos anos atrás era imprescindível, em um futuro muito próximo se tornará totalmente opcional. Segundo Ben Mann, cofundador da Anthropic, em uma entrevista recente, a formação acadêmica e o aprendizado de habilidades são um dos pilares que estão mudando.
Conhecimentos e habilidades
Benjamin Mann é um dos "seis da Anthropic", um grupo de engenheiros que deixaram a OpenAI para criar seu próprio modelo de IA. Hoje, são um dos principais concorrentes de sua "alma mater" empresarial. Em uma entrevista recente ao podcast de Lenny Rachitsky, o cofundador deixou claro que prefere que seus filhos sejam felizes e mantenham a curiosidade, em vez de passarem grande parte da juventude adquirindo conhecimentos formais.
"Há 10 ou 20 anos, talvez eu estivesse tentando prepará-la para ser a melhor na escola, inscrevendo-a em todas as atividades extracurriculares e tudo mais. Mas, neste momento, não acredito que nada disso importe. Só quero que ela seja feliz, atenciosa, curiosa e gentil", afirmou Mann ao falar sobre a formação acadêmica de seus filhos.
Apesar de ter deixado a OpenAI, Mann levou consigo uma ideia comum a muitos diretores e engenheiros da OpenAI: em um futuro próximo marcado pela IA, os diplomas universitários não garantem mais nada.
As declarações de Mann seguem a mesma linha do que disse, há poucos dias, Mark Chen, chefe de pesquisa da OpenAI. O ...
Matérias relacionadas