Eduardo defende intervenção militar americana e que Flávio deixe o país em caso de derrota
Em entrevista a um podcast nos EUA, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu que seu irmão Flávio deixe o Brasil caso seja derrotado na eleição presidencial, além de sugerir em tom de piada o envio de fuzileiros navais americanos ao país. Eduardo voltou a questionar as urnas eletrônicas e a alegar perseguição contra a família. Vivendo no exterior, ele teve mandato cassado e enfrenta mandado de prisão do STF por coação judicial para tentar blindar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Ex-deputado federal, que vive nos EUA desde 2025, fez declarações a podcast americano. "Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou favor que ele deixe o país."O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu em entrevista a um podcast dos Estados Unidos nesta sexta-feira (23/10) que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), seu irmão, também saia do Brasil caso perca a eleição.
Eduardo, que vive nos EUA desde o início de 2025, também sugeriu que neste cenário o governo de Donald Trump poderia eventualmente enviar fuzileiros navais ao Brasil.
A ameaça, feita em tom de brincadeira, surgiu após o entrevistador lhe perguntar, no final do episódio, sobre os planos da ultradireita bolsonarista para ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, em caso de derrota de Flávio.
"Envie os fuzileiros navais", disse, ao que os entrevistadores reagiram às gargalhadas.
Logo depois, Eduardo fez referência a uma ameaça velada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio durante o debate na Band.
"Ele disse ao meu irmão: 'Olha, você vai perder a eleição. Ano que vem, você não vai mais ser senador, não vai ter imunidade. E nós vamos investigar tudo sobre você."
"Presumo que, se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país", acrescentou Eduardo.
As declarações foram feitas ao podcast "Louder with Crowder", do comentarista Steven Crowder.
Críticas ao sistema eleitoral
Ao longo da conversa com Crowder, Eduardo também fez diversas críticas às urnas eletrônicas, sugerindo — sem apresentar provas — que a votação seria passível de fraude, e voltou a defender o voto impresso.
Eduardo foi alvo, no início de outubro, de um mandado de prisão assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo é o trânsito em julgado de uma condenação a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso de processo judicial.
O Supremo entendeu que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, Jair.
Eduardo Bolsonaro perdeu o mandato na Câmara dos Deputados após sucessivas ausências às sessões, e também foi exonerado do cargo de escrivão da Polícia Federal.
ra (ots)
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