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Duda Nagle revela que saltou de ponte onde jovem morreu em Limeira: "Fiquei abalado"

O artista gravou cenas de filme no local da tragédia e lamentou a morte da estudante; os instrutores do salto continuam presos pela polícia

15 jun 2026 - 09h01
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A trágica morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, gerou uma grande onda de reflexão e comoção pública. O ator Duda Nagle usou o seu perfil oficial no Instagram para compartilhar um forte desabafo sobre o caso. Bastante emocionado, o artista revelou que já realizou o mesmo salto de rope jump na ponte localizada em Limeira, no interior de São Paulo.

Duda Nagle revela que saltou de ponte onde jovem morreu em Limeira
Duda Nagle revela que saltou de ponte onde jovem morreu em Limeira
Foto: Reprodução / Instagram / TV Globo / Perfil Brasil

"Tristeza", diz Duda Nagle

Nesse sentido, o ator explicou aos seus seguidores que frequentou o local exato do acidente para gravar as cenas de um projeto cinematográfico. O trabalho em questão aconteceu no ano de 2022. A proximidade real com o cenário da queda trouxe um sentimento de profunda angústia para o profissional.

"Uma tragédia horrível, toda cheia de câmeras. Eu fiz um filme nessa ponte, eu saltei nessa ponte, eu fiz o salto que a menina ia fazer. Mas eu fiz um pouco diferente. Eu não fui arremessado, eu pulei. Para mim, bateu muito mal essa tragédia. Depois, eu me perdi e fiquei escondido na mata"

Para ilustrar o relato, o artista resgatou as imagens de arquivo da época das gravações. Ele lamentou o desfecho da fatalidade com a estudante.

"Que tristeza. Tenho muito vivo a memória do ambiente, o salto. Foi em abril de 2022, a gente fez uma cena do filme 'Traição'"

As falhas na segurança e o erro da equipe

Por outro lado, o andamento das investigações policiais aponta para graves falhas nos procedimentos de checagem dos equipamentos de proteção. A estudante de 21 anos morreu após ser lançada da estrutura sem estar com o cabo de segurança conectado ao corpo. Registros em vídeo feitos por testemunhas mostram o exato momento em que os funcionários erguem a vítima e a lançam no vazio.

Da mesma forma, os depoimentos prestados pelas testemunhas e envolvidos reforçam a falta de organização da empresa organizadora. O instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff explicou aos investigadores que a firma cobrava a quantia de R$ 180 por cada descida. Ele revelou ainda que a conferência dos mosquetões e amarras era feita de modo informal pelos trabalhadores.

"Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso"

Ao serem questionados se haviam conferido as travas de segurança de Maria Eduarda, tanto Luis Felipe quanto o colega de trabalho Maicon Fernandes Cintra alegaram que não se lembravam dos detalhes da preparação da vítima.

O andamento do inquérito policial

Contudo, as justificativas apresentadas pelos profissionais não impediram a responsabilização imediata dos envolvidos. A Polícia Civil do Estado de São Paulo conduz o inquérito sob a tipificação de homicídio com dolo eventual. Essa linha jurídica é adotada quando os agentes assumem o risco real de causar a morte, mesmo sem o desejo direto de cometer o crime.

Em suma, as autoridades mantêm a detenção preventiva dos três principais funcionários do evento. A medida alcança justamente as pessoas que seguraram e arremessaram a jovem da plataforma aérea. A fiscalização agora se concentra em analisar a documentação da empresa de esportes de aventura para avaliar as condições de funcionamento do serviço no interior paulista.

Perfil Brasil
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