Duda Nagle revela que saltou de ponte onde jovem morreu em Limeira: "Fiquei abalado"
O artista gravou cenas de filme no local da tragédia e lamentou a morte da estudante; os instrutores do salto continuam presos pela polícia
A trágica morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, gerou uma grande onda de reflexão e comoção pública. O ator Duda Nagle usou o seu perfil oficial no Instagram para compartilhar um forte desabafo sobre o caso. Bastante emocionado, o artista revelou que já realizou o mesmo salto de rope jump na ponte localizada em Limeira, no interior de São Paulo.
"Tristeza", diz Duda Nagle
Nesse sentido, o ator explicou aos seus seguidores que frequentou o local exato do acidente para gravar as cenas de um projeto cinematográfico. O trabalho em questão aconteceu no ano de 2022. A proximidade real com o cenário da queda trouxe um sentimento de profunda angústia para o profissional.
"Uma tragédia horrível, toda cheia de câmeras. Eu fiz um filme nessa ponte, eu saltei nessa ponte, eu fiz o salto que a menina ia fazer. Mas eu fiz um pouco diferente. Eu não fui arremessado, eu pulei. Para mim, bateu muito mal essa tragédia. Depois, eu me perdi e fiquei escondido na mata"
Para ilustrar o relato, o artista resgatou as imagens de arquivo da época das gravações. Ele lamentou o desfecho da fatalidade com a estudante.
"Que tristeza. Tenho muito vivo a memória do ambiente, o salto. Foi em abril de 2022, a gente fez uma cena do filme 'Traição'"
As falhas na segurança e o erro da equipe
Por outro lado, o andamento das investigações policiais aponta para graves falhas nos procedimentos de checagem dos equipamentos de proteção. A estudante de 21 anos morreu após ser lançada da estrutura sem estar com o cabo de segurança conectado ao corpo. Registros em vídeo feitos por testemunhas mostram o exato momento em que os funcionários erguem a vítima e a lançam no vazio.
Da mesma forma, os depoimentos prestados pelas testemunhas e envolvidos reforçam a falta de organização da empresa organizadora. O instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff explicou aos investigadores que a firma cobrava a quantia de R$ 180 por cada descida. Ele revelou ainda que a conferência dos mosquetões e amarras era feita de modo informal pelos trabalhadores.
"Às vezes a gente tipo assim não coloca, outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo. Era mais ou menos isso"
Ao serem questionados se haviam conferido as travas de segurança de Maria Eduarda, tanto Luis Felipe quanto o colega de trabalho Maicon Fernandes Cintra alegaram que não se lembravam dos detalhes da preparação da vítima.
O andamento do inquérito policial
Contudo, as justificativas apresentadas pelos profissionais não impediram a responsabilização imediata dos envolvidos. A Polícia Civil do Estado de São Paulo conduz o inquérito sob a tipificação de homicídio com dolo eventual. Essa linha jurídica é adotada quando os agentes assumem o risco real de causar a morte, mesmo sem o desejo direto de cometer o crime.
Em suma, as autoridades mantêm a detenção preventiva dos três principais funcionários do evento. A medida alcança justamente as pessoas que seguraram e arremessaram a jovem da plataforma aérea. A fiscalização agora se concentra em analisar a documentação da empresa de esportes de aventura para avaliar as condições de funcionamento do serviço no interior paulista.
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