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Doria anuncia 3 mulheres para compor equipe econômica

Além de Meirelles, presidenciável do PSDB terá Zeina Latif, Vanessa Rahal e Ana Carla Abrão no prepara plano de governo do tucano

15 dez 2021 19h05
| atualizado às 19h23
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Após confirmar o secretário da Fazenda e ex-ministro Henrique Meirelles (PSD) como porta-voz de seu programa de governo na área econômica, o governador João Doria (PSDB) vai anunciar nesta quinta-feira, 16, três mulheres na equipe: as economistas Zeina Abdel Latif, Vanessa Rahal Canado e Ana Carla Abrão.     

Zeina Latif e Ana Abrão fizeram carreira no mercado financeiro. Latif foi economista chefe do Banco Real, HSBC e XP, e Abrão é CEO do escritório da Oliver Wyman no Brasil. Já Vanessa Rahal foi assessora especial do ministro da Economia, Paulo Guedes.

João Doria, governador do Estado de São Paulo
João Doria, governador do Estado de São Paulo
Foto: Foto: Governo do Estado de São Paulo

Em entrevista recente ao Estadão, Meirelles disse que o primeiro ponto do plano será restaurar a credibilidade e a responsabilidade fiscal. "Isso é fundamental para o controle da inflação. Também é preciso uma reforma administrativa abrangente, que diminua o custo da máquina pública. Outro ponto é fazer uma reforma tributária federal e apoiar a reforma tributária dos Estados, que já está com um projeto na Câmara com um acordo unânime entre os Estados", afirmou.

Para o ex-ministro, o maior benefício de uma reforma abrangente é que ela simplifica a estrutura tributária do País.

Outro pilar do plano de governo de Doria na área econômica, segundo Meirelles, será a infraestrutura com foco nas concessões e privatizações, complementadas por um grande número de obras públicas.

Sobre um eventual plano de distribuição de renda de Doria, o secretário da Fazenda desconversou. "Vamos fazer um modelo adequado às condições do País no momento", disse.

Meirelles também defendeu a privatização da Petrobras, que classificou como importante. "É um projeto prioritário, mas a criação de um monopólio privado é tão negativa quanto um monopólio público. A solução é fazer como fizeram em outros países, inclusive aqui, nos Estados Unidos: separar a Petrobras em três ou quatro unidades e colocar as empresas privatizadas para competir entre elas. Você privatiza, mas gera competição", afirmou.

O ex-ministro é cuidadoso ao falar sobre a política nacional, mas em conversas reservadas nos eventos em Nova York diz que os investidores demonstram preocupação com o cenário político no Brasil e dizem que temem a herança que o próximo presidente irá receber. O secretário da Fazenda considera que o governador tem chances reais de vencer, mas avalia que o cenário no Brasil é muito parecido com o de 2016.

Aos investidores, Doria costuma descrever suas vitórias eleitorais pregressas para dizer que está no jogo e que tem chances reais de vitória.

Estadão
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