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Transplante duplo de pâncreas-rim é realizado no Rio de Janeiro

Há 13 anos sem ser realizado no estado, o transplante foi feito com sucesso no Hospital São Lucas Copacabana

14 dez 2018 - 12h43
(atualizado às 15h10)
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Uma jovem de 35 anos - diabética e portadora de insuficiência renal crônica - recebeu, de um doador falecido, o pâncreas e um rim para realização de transplante duplo. A cirurgia, que levou cerca de 6 horas, aconteceu no hospital São Lucas Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O transplante duplo, que pode curá-la da diabetes tipo 1, foi um sucesso e a paciente recebeu alta há uma semana.  Há mais de uma década esse tipo de transplante não era feito no estado.

O transplante duplo, o menos frequente no país, é um procedimento de alta complexidade e sua indicação é para pacientes com diabetes tipo 1 e que sofram com insuficiência renal crônica em estágio grave, independentemente de estar ou não em diálise. Como é o caso de a receptora dos órgãos que desde a infância lutava contra as complicações das doenças e há seis meses estava à espera desses órgãos na fila única do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde.

Para o quadro dessa paciente, o transplante duplo era considerado a alternativa terapêutica mais eficaz, pois permite a substituição dos órgãos para tratar simultaneamente a diabetes e a insuficiência renal; possibilita melhor controle metabólico e, consequentemente, devolve a qualidade de vida ao transplantado.

Segundo o dr. Eduardo Fernandes - cirurgião transplantador do Hospital São Lucas Copacabana, que liderou a equipe médica durante o procedimento -  o transplante duplo é indicado quando o paciente não consegue mais controlar os níveis de glicemia através da reposição de insulina e, diante disso, desenvolve complicações graves, onde o rim é o principal órgão afetado, ocasionando a insuficiência renal.

 "Cerca de 10% dos pacientes com diabetes tem o tipo 1 da doença e, dessa quantidade, metade podem desenvolver complicações ao longo dos anos, atingindo principalmente os rins. Além de estabilizar o quadro do diabetes tipo 1, o transplante duplo pâncreas-rim também devolve a qualidade de vida que o paciente sofre com a rotina da diálise", afirma o cirurgião.

A cirurgia foi um sucesso e a paciente deverá receber alta hospitalar em uma semana. O transplante contou com apoio do cirurgião dr. Marcelo Perosa.  

"Até então, o transplante de pâncreas não era realizado no estado do Rio de Janeiro e o São Lucas Copacabana está retomando esta modalidade e trará oportunidade para pacientes que buscam este tratamento em outros estados do Brasil", conclui o especialista.

Website: https://www.saolucascopacabana.com.br/

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