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BH recebe o IX Congresso Brasileiro de Cirurgia do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares e especialistas debatem a cirurgia robótica para tratar o câncer

3 out 2019
16h46
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A partir desta quinta-feira (3), Belo Horizonte recebe o IX Congresso Brasileiro de Cirurgia do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares. Durante três dias, cirurgiões gerais, do aparelho digestivo, gastroenterologistas, oncologistas e acadêmicos de medicina se reúnem na capital mineira para compartilhar experiências com especialistas nacionais e internacionais sobre o tratamento de pacientes acometidos por doenças associadas à área. Entre eles, Dr. Ricardo Cotta, especialista na técnica robótica, coordenador do programa de cirurgia geral do Quinta D'Or e conselheiro do Cremerj (Conselho R. Organizado pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Hepato Pancreato Biliar (CBCHPB), o evento acontece até o próximo sábado, no Ouro Minas Palace Hotel.

Foto: Foto: Leandro Ribeiro Photography / DINO

O câncer de fígado ocorre com mais frequência em homens do que em mulheres. A cada ano, em todo o mundo, mais de 700 mil pessoas são diagnosticadas com a doença, sendo muito comum em países da África e do Sudeste Asiático. No Brasil, o Inca não dispõe de estimativas para esse tipo de tumor. A incidência, contudo, mais do que triplicou desde 1980. Os mais comuns iniciados no órgão são: o hepatocarcinoma ou carcinoma hepatocelular, agressivo, ocorrendo em mais de 80% dos casos; o colangiocarcinoma, originado nos dutos biliares; o angiossarcoma, câncer raro que se origina nos vasos sanguíneos do órgão; e o hepatoblastoma, tumor maligno raro que atinge recém-nascidos e crianças nos primeiros anos de vida.

O Congresso promete dar ênfase à comunicação dos progressos cirúrgicos e tecnológicos da cirurgia HPB e da enriquecedora discussão de situações clínicas, todas realizadas por palestrantes reconhecidamente atuantes nesse domínio. A robótica é uma aliada à cirurgia do fígado, do pâncreas e das vias biliares. Com importante contribuição no que diz respeito a procedimentos minimamente invasivos, Ricardo Cotta acaba de realizar a centésima intervenção dessa natureza.

A cirurgia robótica é um procedimento minimamente invasivo que vem crescendo no Brasil e no mundo, com o que há de mais moderno e seguro na medicina atualmente. A técnica está presente na rotina dos principais hospitais brasileiros, principalmente na luta contra o câncer. Com 57 sistemas espalhados pelo país, o uso de robôs avança a cada dia e está ao alcance da população, podendo ser empregado nas intervenções de quase todas as especialidades. Quem executa as cirurgias é o Da Vinci, plataformas Si e Xi, robô batizado em homenagem ao gênio italiano que contribuiu para as descobertas da anatomia humana.

Cotta destaca a importância do procedimento para o paciente e o profissional. "Cirurgias de altíssima complexidade em câncer serão possíveis por via minimamente invasiva, transpassando os limites que existem na videolaparoscopia. Além disso, tende a aumentar a vida útil do cirurgião, por diminuir o desgaste físico, como eliminar os tremores que surgem e evoluem com a idade avançada", esclarece o cirurgião oncologista do aparelho digestivo, ex-presidente do Capítulo Rio de Janeiro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD-RJ), atual conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) e coordenador da residência médica de Cirurgia Geral da Rede D'Or.

Entre as principais vantagens da robótica estão: atuação mais precisa e segura do cirurgião; estabilidade e delicadeza dos movimentos, eliminando tremores; e alcance a estruturas de difícil acesso. Para o paciente, a técnica oferece cirurgia mais rápida, com cortes e cicatrizes mínimos; menor risco de infecção; e diminuição da perda de sangue, proporcionando redução no período de hospitalização (alta em até três dias após o procedimento). Com a recuperação breve, é possível retornar às atividades normais em menos tempo. Essa técnica é minimamente invasiva, porque é possível enxergar o que se veria em uma cirurgia aberta, embora os cortes, ao contrário da convencional, sejam minúsculos.

Desde que o país iniciou o uso de robôs cirúrgicos, já foram realizadas mais de 17 mil cirurgias. As principais ainda são as urológicas, representando 60% do total, seguida pelas cirurgias gerais e ginecológicas. Praticamente todas as laparoscópicas (operações com ajuda de câmeras) podem ser feitas com a técnica. Nas do aparelho digestivo, por exemplo, diversas são as aplicações da robótica, como o tratamento de hérnias abdominais complexas, bariátricas (de redução do estômago), de diversos tipos de cânceres digestivos, refluxos complexos etc.

Panorama do câncer - De acordo com o relatório mais recente divulgado pelo Centro Internacional para Pesquisa do Câncer (Iarc, na sigla em inglês), instituição internacional subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS), estimativas dão conta de que, em 2018, foram realizados 18 milhões de diagnósticos de câncer no mundo; um aumento de aproximadamente 28%, comparado ao levantamento anterior (2012), que apontava 14 milhões de casos. O documento revela, ainda, que um em cada cinco homens e uma a cada seis mulheres no planeta desenvolverá algum tipo de tumor maligno durante a vida. Além disso, um em cada oito homens e uma em cada onze mulheres irão morrer por causa da doença. Já no Brasil, único país da América Latina membro da entidade, o número de novos casos de câncer deve ultrapassar a marca dos 600 mil registros neste ano, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O Iarc e especialistas fazem um alerta especial quanto à geração de adultos nascidos nos anos 1990. Em função de hábitos pouco saudáveis, como o tabagismo, o etilismo, a exposição solar e as infecções virais, há um potencial aumento nos índices de tumores entre as pessoas que atualmente têm menos de 30 anos. Mas, independentemente da faixa etária, o sobrepeso, a obesidade e o sedentarismo estão no topo dos fatores que contribuem para o aparecimento de, ao menos, 14 tipos de câncer: mama, cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, ovário, próstata, mieloma múltiplo, esôfago, pâncreas, estômago e tireoide. 

O IX Congresso Brasileiro de Cirurgia do Fígado, Pâncreas e Vias Biliares acontece de 3 a 5 de outubro, no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte.



Website: http://www.ricardocotta.com.br

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