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As organizações precisam entender a estrutura da Árvore Lógica de Problemas para impulsionar as iniciativas digitais

9 jul 2020
11h46
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Todo gestor já deve ter se perguntado como iniciar ou dar impulso ao processo de transformação digital de uma companhia. Invariavelmente, existem diversos projetos em andamento, indicadores para acompanhar e diversas orientações da alta administração para digitalizar a empresa. Diante de tantas necessidades, que eventualmente entram em conflito, há uma importância latente em estruturar e priorizar a complexidade do cenário que se desenha.

Foto: DINO / DINO

Um dos caminhos possíveis é a utilização da estrutura de árvores lógicas de problemas (ou issue trees, como foi concebida originalmente). Esse modelo combina os principais desafios de negócios e desmembra em problemas menores, para que possam ser gerenciáveis. Esse desenho permite o desdobramento em vários níveis até atingir um patamar em que o negócio consiga impulsionar aqueles problemas que irão gerar oportunidades de soluções com maior potencial de valor para o negócio.

Como estruturar as árvores lógicas de problemas 

Trazendo para a realidade, as árvores lógicas de problemas podem se organizar, em um primeiro nível, nos grandes desafios estratégicos do negócio, ou seja, aqueles que vão nortear o ambiente de negócios para um futuro próximo. No cenário atual de diminuição de demanda, por exemplo, o desafio pode estar orientado para uma redução de custos ou aumento de produtividade da operação.

Nos demais níveis, os problemas precisam ser estruturados, de tal forma que sejam orientados a resultado, com indicadores associados e que permita medir o progresso dos desdobramentos priorizados. Dessa forma, o problema pode tratar de questões, como reduzir o custo de contratos do processo XYZ, aumentar a receita dos produtos da linha XPTO, dentre outras opções. Idealmente, os problemas mapeados devem seguir a lógica SMART (específico, mensurável, alcançável, realista e com tempo definido) para garantir que não se torne um objetivo etéreo.

Mesmo assim, ao se atentar mais detalhadamente para os problemas acima, não há indicativo nenhum de como solucioná-los de forma mais sistêmica. E o intuito é exatamente esse. Dada a estruturação dos problemas gerenciáveis, o próximo passo é calcular quanto de valor cada problema pode gerar ao negócio. Isto é, qual é o tamanho de cada oportunidade, seja de ordem financeira, compliance, mitigação de riscos etc. Ao conceber esses valores, é possível realizar a priorização dos temas que irão dar maior retorno global para o negócio.

Algumas dicas para obter melhores resultados

Sendo assim, com base nessa organização, uma estrutura de valores seguindo o padrão 80/20 emerge para que se possa priorizar os problemas e oportunidades de maior valor para o negócio. A partir dessa escolha, dá-se início a um processo de identificação das causas e efeitos para que aquele problema ocorra. Depois, desenha-se as soluções que permitirão iniciar a captura do valor mapeado.

Alguns destaques são importantes para garantir que o processo de construção das árvores lógicas entregue o maior valor possível:

  1. Devem ser mutuamente exclusivas, ou seja, sem sobreposição de problemas.
  2. Elas devem ser exaustivas coletivamente, ou seja, não precisa incluir novos itens para complementar os valores que formem o desafio. Por outro lado, é importante também não criar uma lista muito grande de problemas, pois haverá uma dificuldade maior de realizar a priorização.
  3. A árvore é toda estruturada seguindo uma lógica hierárquica, com problemas conectados individualmente a cada desafio ou desdobramentos.
  4. Construir desafios em cima de indicadores garante o acompanhamento global do resultado obtido com a árvore.
  5. Dividir para conquistar. Os problemas de maior ordem de valor iniciam para dar impulso posterior aos problemas que não tem tanto valor agregado.
  6. Idealmente, o objetivo deve ser uma visão completa do negócio, mas nada impede que a árvore seja estruturada por unidades de negócio, processo ou, até mesmo, áreas. Este último, contudo, é o menos recomendado, dada as múltiplas interfaces que são envolvidas.

Em suma, o objetivo final da árvore lógica de problemas é garantir que o negócio esteja olhando corretamente para seus problemas, priorizando as maiores oportunidades de geração de valor, focando esforços nos desenhos de soluções com maior potencial e direcionando e impulsionando a transformação de forma conectada ao negócio, para que seja perene e que permita colher resultados duradouros. A transformação digital, antes de tudo, é uma transformação da maneira de se fazer as coisas.



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