Agronegócio movimenta R$ 578,2 bilhões e põe foco em inteligência de dados
Responsável por 22% das riquezas geradas por ano no país, o segmento amplia atenção para investimentos na área tecnológica.
Com Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em nada menos do que R$ 578,2 bilhões em 2018, o que, apesar de representar leve queda de 2,3% sobre os resultados de 2017, ainda traz um panorama bastante favorável ao crescimento, o agronegócio brasileiro desponta como um dos mais promissores segmentos da economia.
Os dados são da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e indicam que, em 2019, as projeções serão ainda melhores, alcançando faturamento na casa dos R$ 391,8 bilhões na área de lavouras e de R$ 186,3 bilhões em pecuária.
Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta estimativa de 226,7 milhões de toneladas de grãos para a produção nacional deste ano, estimando um índice VBP em torno de R$ 584,7 bilhões.
Um dos segmentos mais representativos da economia nacional, concentrando cerca de 22% das riquezas produzidas anualmente no país (segundo relatório do Cepa/Exala), o agribusiness tende, ainda, a ampliar os horizontes na inovação por meio da tecnologia. Estudos da área indicam que já em 2018 os investimentos em soluções tecnológicas no campo geraram alta de 0,36% no PIB do setor.
Para o especialista em Business Intelligence, Douglas Scheibler, as plataformas tecnológicas de inteligência de negócios são algumas das soluções mais indicadas para o agribusiness, já que facilitam o processo de tomada de decisões ao utilizar metodologias e processos de análise de dados como ferramental para potencializar a gestão e aumentar o lucro de organizações agrícolas.
Dentro disso, o executivo, que é CEO da BIMachine, fabricante brasileira de soluções de BI, indica alguns benefícios que esta tecnologia pode agregar ao agronegócio:
1. Gestão
Com o desenvolvimento empresarial e o chamado Big Data, surge a necessidade de utilizar relatórios para acompanhar indicadores como produtividade, finanças, vendas e outros específicos do negócio, como a previsão de condições climáticas futuras, por exemplo.
2. Unificação da operação
O BI auxilia a consolidar as operações, em cenários de desintegração, nos quais as empresas do agro enfrentam um universo de informações oriundas de todos os departamentos e/ou unidades. Além disso, elimina processos manuais, baseados em planilhas de informações separadas por departamento, que podem gerar erros e retrabalho.
Com isso, o BI permite que os gestores tenham uma visão única da organização, evitando a perda de dados que poderia culminar em desperdícios financeiros e produtivos.
3. Incremento de produção
A tecnologia de inteligência de dados promove, ainda, redução de custos. Ao utilizá-la, principalmente quando integrada a ferramentas como GPS, drones, sistemas de gestão, entre outros, o agribusiness pode gerar dados que se converterão em análises e insights, todos com potencial de apontar falhas de produção, tarefas sobrepostas, entre outros gargalos e oportunidades que seriam invisíveis sem o trabalho sobre as informações. Com isso, amplia-se o ganho de competitividade
4. Atualização em tempo real
A geração de informações é constante e, por vezes, é necessário realizar as análises de relatórios de maneira imediata. O BI permite, por exemplo, que sejam gerados gráficos e relatórios, além de possibilitar que as lideranças tomem decisões durante as reuniões de gestão.
5. Orçamentos assertivos
A automação do orçamento integrada ao BI permite o acompanhamento e melhorias dos controles, garantindo que as projeções sejam assertivas. Desta forma, a informação passa a circular de maneira ágil, atualizada e confiável.
"O BI permite que todos os dados de áreas como produção, RH, contábil, financeira, logística, comercial, entre outras, sejam integrados em uma base única de organização, análise e distribuição, facilitando projeções de cenários, antecipação de gargalos e busca por soluções. Isso trabalha a favor das empresas do agronegócio na identificação de oportunidades, ampliação do alcance de mercado, entre outras possibilidades", finaliza Scheibler.
Comentários
As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.